sábado, 19 de março de 2011

EX-PREFEITO CONDENADO PELO TCE

Na versão eletrônica do Diário da Justiça do Maranhão de 16 de março último, à página 10, encontra-se publicado o acórdão nº 3037/2010, extraído dos autos do processo de contas do município de Tasso Fragoso, no sul maranhense, exercício financeiro de 2005, em que o Tribunal de Contas à unanimidade e de acordo com parecer do Ministério Público, julgou irregulares as contas de responsabilidade do ex-prefeito Luciano de Sousa Lopes, que governou aquela comunidade entre 2001 e 2008, aplicando-lhe multas que totalizam R$ 49.500,00, além do gasto irregular de R$ 199.000,00 e do envio de cópias dos autos, após o trânsito em julgado da decisão, ao MP.

Não há informações se o ex-prefeito recorreu da decisão da Corte de Contas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

HOMICÍDIO

A cidade de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, outrora pacata, também enfrenta a violência verificada em outras cidades brasileiras.

Por volta das 15 horas de sábado, 12 de março, no bairro São José, mais precisamente na avenida Prefeito Antonio Rocha Filho, o jovem Paulo Henrique Rodrigues Guimarães, de 26 anos, assassinou a facadas o vizinho, Mauro Eurismar dos Santos Alves, de 36 anos de idade, provavelmente dentro da casa deste. Socorrido, a vítima feleceu ao dar entrada no hospital São Geraldo.

Pelo que consta, o motivo do homicídio seria vingança, já que Eurismar, que sofreria de problemas mentais, teria agredido um tio de Paulo, quebrando-lhe um braço.

O homicida foi preso em flagrante pela Polícia Militar. É triste, principalmente quando se trata de pessoas conhecidas, de famílias tradicionais do município, vizinhas de porta durante toda uma vida.

Por trás de mais esse ato de violência, estaria o consumo elevado de drogas ilegais, que vem preocupando as autoridades e a sociedade local.

domingo, 6 de março de 2011

CARNAVAL DE ANTES

Quando as notas e recibos são enviados ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal, nos últimos anos em Alto Parnaíba, se alguém não presenciou o objeto daquelas contas, ou seja, o carnaval de um determinado ano, com certeza deduzirá que, pelo dinheiro hipoteticamente gasto pela Prefeitura, foi um dos melhores carnavais do interior brasileiro.

Lego engano. Em um passado não tão-distante, sem financiamento com dinheiro público, a sociedade alto-parnaibana se organizava e realizava, aí sim, um dos melhores carnavais de nossa região, com blocos animados e bem organizados, foliões incansáveis, filhos do lugar que para aqui retornavam no período momesco e ajudavam a fazer uma bela festa, tradicional com suas marchinhas, sem bandas importadas, ao som das sanfonas de muitos músicos nativos, como Saló Brito e Zé Pequeno.

O palco do carnaval era o salão do cine e teatro Victória, fundado por Candim Brito e seu filho, Ivan Cirqueira Brito. O clube não mais existe. Homens de outras gerações se vestiam de mulher e saiam às ruas ao lado de dezenas de outros amantes da alegria, todos e todas fantasiados, entravam nas casas e eram recepcionados festivamente pelos donos. Bebida moderada, sem drogas. Clima familiar em uma pequena cidade pacata e hospitaleira. Do teatro e bar Victória, o rio Parnaíba como belo cenário, onde, nas madrugadas dos quatro dias de momo, suas águas ajudavam a matar a ressaca e a dar aos foliões a sensação ainda maior de liberdade e de paz que o bom carnaval propicia.

Nos últimos vinte anos, a Prefeitura passou a financiar a festa e mesmo gastando, em notas fiscais, milhares de reais com bandas, blocos e outras despesas não percebidas pelo povo, o carnaval de Alto Parnaíba é bem pior, sem qualquer saudosismo, predominando o uso indiscriminado de drogas ilegais, que, faça-se justiça, neste carnaval a polícia está agindo com rigor em seu combate, perseguindo os traficantes para prendê-los.

Infelizmente, perdemos o brilho do simples carnaval do passado e alguns, de passagem pelo poder, fazem a festa com o dinheiro público, figurando sem saudades na história do futuro próximo.

sábado, 5 de março de 2011

FÓRUM DR. ALUIZIO

Uma das homenagens mais justas, unindo os poderes constituidos e entidades representativas da sociedade civil, está sendo promovida em minha terra natal, Alto Parnaíba, o primeiro município maranhense banhado pelas águas do rio Parnaíba.


Da esq/direita: Aderson Amaral Brito; José Teixeira Coelho; Izidoro Rolim; Emery Brito; Lourival Lopes; dr. Aluizio Ribeiro (de óculos esportivos - um juiz sempre jovem, bem humorado e de bem com a vida); Antonio Rocha Filho - Rochinha (atrás); Raimunda Castro Lustosa (Santa); Maria Amaral (Mariquinha); Ceir Pacheco (atrás); dona Leny do Amaral Pacheco; Clóvis Vargas e Eurípedes Coelho. Imagem: arquivo do jornalista Berilo Vargas, década de 1960.


Em construção, o prédio do fórum da antiga comarca, um projeto moderno há muito tempo almejado pela comunidade, especialmente por minha classe proifssional - a de advogados. É preciso que se dê um nome ao edifício da Justiça estadual. Juntamente com outros brasileiros alto-parnaibanos nos debruçamos sobre o assunto, tendo em vista que a distante São Luís no decorrer dos anos sempre nos impôs o que quis, até mesmo nomes de logradouros públicos sem qualquer vínculo com nossa história, geografia, cultura, personagens, enfim, com a vida de Alto Parnaíba. O maior exemplo é o nome Tasso Fragoso, antigo distrito de Brejo da Porta (integrante do território de nosso município na época), cujo general dono do nome nunca soube em vida onde ficava nossa região.

A Câmara Municipal aprovou, à unanimidade, requerimento do vereador Elias Elton do Amaral Rocha, dando o nome do fórum ao desembargador Aluizio Ribeiro da Silva, o que foi seguido pelo prefeito Ernani do Amaral Soares, pela maçonaria e pelos advogados domiciliados na comarca, dentre outras instituições que também se manifestarão. As solicitações foram encaminhadas ao Tribunal de Justiça do Maranhão, para que aprecie em plenário. Não há razão alguma para uma rejeição.

Aluizio Ribeiro foi juiz de direito de Alto Parnaíba por nove anos entre o final dos anos 1950 e a década seguinte. Se entrosou com o povo alto-parnaibano e tornou-se um deles, mesmo natural do vizinho município maranhense de Balsas. Homem simples, cordial, simpático e magistrado culto, democrático, legalista e realista, honesto e probo, que não se escondia atrás da toga ou do poder, o dr. Aluizio, como era conhecido em minha comunidade, pertenceu a todas as camadas sociais e gostava de se misturar à multidão, conforme proclamava aos juízes mais jovens em começo de carreira.

Nascido em 1910 e casado com dona Marinalva, o dr. Aluizio morreu recentemente em São Luís e jamais se distanciou da comarca que presidiu por anos, especialmente após se aposentar no topo da carreira na magistratura maranhense, como desembargador do Tribunal de Justiça, após ser por décadas juiz de direito, juiz eleitoral, membro do Tribunal Regional Eleitoral, onde exerceu o cargo de corregedor-geral. Perspicaz e capaz, com corpo franzino que se transformava em um gigante na oratória perfeita - do clássico ao popular -, a sua primeira morada era a aprazível Fazenda Pedra Furada, no encontro do afluente do mesmo nome com as águas majestosas do Velho Monge, de quem era um amante devotado.

De hábitos simples e sem hipocrisia, dr. Aluizio pertenceu a várias gerações de alto-parnaibanos até próximo ao seu desenlace, com quem tive o prazer de conviver, de dividir uma divertida mesa de bar, de ouvir causos e ensinamentos do direito e da Justiça no início de minha carreira. A homenagem é mais do que justa. Tomara que o Tribunal ouça a voz de nossas ruas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SERTANEJO SOLIDÁRIO

Mesmo importando - sem querer - algumas mazelas das grandes cidades, como o uso de drogas, nas pequenas cidades dos sertões brasileiros ainda é possível se presenciar a solidariedade humana, que costumo definir como solidariedade-irmã em alusão a quase um conceito definido por um grande humanista, meu amigo Corbeniano de Assis Bastos, filho de Riachão, no sul maranhense, casado com a médica Ana Maria Sarney e há anos radicado em São Luís. Para ele, meu mestre maçom, nós do interior vivemos melhor, mas também sofremos mais, inclusive quando morre alguém, que sequer é nosso parente consanguineo, mas o é pelos laços solidários e fraternos do conhecido, ou seja, nas pequenas comunidades do interior brasileiro, mais precisamente do nordeste, todos conhecem todos, portanto, no final todos sorriem ou choram juntos.

Ontem, no início da tarde, presenciei uma cena digna da solidariedade interiorana. Eu me encontrava com amigos embebecido com as águas majestosas do rio Parnaíba aumentando de volume com as chuvas intensas em suas cabeceiras e de seus afluentes. O vermelho do vermelho lindo tão bem cantado em versos pelo maior poeta da terra, o alto-parnaibano Luiz Amaral, iam crescendo, crescendo e já levando espumas. De repente, meu primo, compadre e grande amigo, Ivan Brito Filho, atualmente dono do mais tradicional bar de Alto Parnaíba, o Bar Victória (com essa grafia mesmo - o c mudo antes do t herdado do primeiro nome de nossa terra), em sucessão ao avô Candim Brito e ao pai, Ivan Brito, nos alerta de que uma mulher teria se jogado no rio, após entrar na canoa como se fosse para Santa Filomena, do lado piauiense.

Ao mesmo tempo em que disse isso, o disposto Ivan, acompanhado pelo não menos solidário e de fácil iniciativa, meu amigo Jean Pereira Rosa, correu pela margem do Velho Monge e nos fundos do quintal da histórica casa que pertenceu a Aderson Lustosa do Amaral Brito, e onde também funcionou por anos um centro espírita kardecista liderado pelo saudoso homem cordial, encontrou a dita senhora agarrada em árvores, com metade do corpo dentro d'água e praticamente desmaiada. A equipe do sargento Josicleber Oliveira tambén chegara rapidamente ali.

O canoeiro não prestou socorro. Com nítida intenção de se suicidar, a senhora, que prefiro não dar o nome, saíu do distante bairro Santo Antonio e escolheu as águas do grande rio para dizer adeus. Este, justo e majestoso, sob o olhar atento de alguém que nasceu e jamais saíu de suas margens, cujas calçadas da casa e do bar são o próprio rio, não permitiu que também aquela ribeirinha do Parnaíba desse cabo da própria vida.

É a prova de que da união do sertanejo parnaibano com o seu rio faz este continuar a viver e a manter a vida de seus semelhantes.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

EMERGÊNCIA

As fortes chuvas que estão caindo sobre o município de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, ao mesmo tempo em que existe a promessa quase concreta de safra de grãos recorde, deixam as estradas, ou carreiros abertos pelos primeiros habitantes e prefeitos, em estado ainda mais caótico, sem qualquer providência ou mero anúncio de medidas emergenciais ou de longo prazo por parte do governo municipal, que se silencia, omite, desconversa.


Ponte sobre o ribeirão São José, região das Figuras. Foto: Fábio Lima.

Na Fazenda Presidência, região do Povoado Angical, nas divisas com o Estado do Tocantins, a comunidade, sob a liderança do agricultor Domingos Lima, se uniu e construíu uma ponte sobre o ribeirão do mesmo nome, que impedia o ir e vir constitucional das pessoas e de bens. No ribeirão São José, na região do Povoado Figuras, a ponte de madeira construída no segundo mandato de meu pai, Antonio Rocha Filho, há 22 anos, está interditada e as pessoas, especialmente os aposentados rurais que se desloncam em carrocerias de caminhão pagando passagens caríssimas para o recebimento de seus benefícios previdenciários na cidade, ficam sob chuva ou sol esperando que as águas baixem para que o carro possa vencê-las e a viagem ter continuidade sob lama, buracos e pedras.

No pequeno trecho de aproximadamente 3 quilômetros entre a cidade e minha casa de residência a estrada municipal que liga ao distrito de Curupá e de lá até o povoado Macacos já sinaliza como deve ser pior o restante dessa via tão importante para uma gente quase esquecida pelo Estado há décadas. Quase não dá para andar nem a pé. Quando a Prefeitura age, as estradas pioram, pois faltam conhecimento, organização, planejamento, vontade política que sobreponham à mediocridade. O cascalho está à margem das estradas em todas as regiões do município e é gratuito. O dinheiro da Prefeitura é sagrado como crédito diário em suas contas, mas não é sagrado no respeito que deveria impor aos seus administradores.

Reparem bem. Estou falando de cascalho e não de asfalto. É o nosso atraso em relação a outros municípios e estados brasileiros. A única estrada asfaltada, a MA-006 entre Alto Parnaíba, Tasso Fragoso e Balsas, causa acidentes quase diários em face de sua precariedade e falta total de conservação e recuperação. É lastimável!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PDT VIGILANTE

O Partido Democrático Trabalhista - PDT -, de Alto parnaíba, continua vigilante e atento ao que acontece em nosso município, sem radicalismos, sem anonimato, sem calúnias, apenas e unicamente defendendo os interesses mais legítimos de seus filiados e de toda a comunidade alto-parnaibana, não compactuando com o crime, com a corrupção, com o atraso e a falta de ética.

Todas as manifestações do PDT são públicas e assinadas. Somente em 2010 foram inúmeras as reivindicações, representações e pleitos diversos encabeçados pelo Partido, sob a presidência do professor Wladimir Brito Rocha, como as promoções junto ao Ministério Público pela realização do concurso público pela Prefeitura; o caos no fornecimento de energia elétrica e mais recentemente, a situação do matadouro municipal, há anos sem médico-veterinário, dentre outros problemas levantados pelo PDT em nome de seus integrantes e na vigilância constitucional de um Partido Político que não se restringe ao período eleitoral e não se vende.

O PDT vai participar das eleições de 2012 com candidato próprio a prefeito, não há dúvidas, conforme decidido em sua última convenção, além de um número significativo de candidatos a vereador.

Entretanto, é preocupante a antecipação da campanha eleitoral, principalmente por sua ilegalidade e pela instabilidade administrativa e de gestão pública vivenciada pelo município de Alto Parnaíba.

É do conhecimento público que alguns (pré)-candidatos já se lançaram e estão em plena campanha para prefeito, gastando rios de dinheiro ( a origem é duvidosa), com carros, festas, patrocínios diversos e todo tipo de promessa. O povo de Alto Parnaíba conhece de sobra essas pessoas e sabem do que são capazes. É preciso cuidado para não continuarmos errando. A corrupção é uma erva maligna que tira o alimento dos mais pobres, torna a educação e a saúde ainda piores, deixa o interior do município sem estradas, sem pontes, sem energia rural, sem água, sem apoio à agricultura, enfim, a corrupção atrasa, impede o desenvolvimento, deixa a cidade feia, com sujeira e buracos em toda a parte. O PDT fará uma campanha no tempo certo, limpa, correta, mas desde já deixa claro que não permitirá a desigualdade no pleito, a corrupção pré-eleitoral e eleitoral. Alto Parnaíba precisa reviver, ressuscitar.

Existe uma obra iniciada, a creche, orçada em um milhão e duzentos mil reais que terá atenção especial do PDT, que continuará vigilante e com um único compromisso: a honestidade com o dinheiro público que é de todos os habitantes de nosso município. É preciso reagir!

Também o nosso Partido acompanhará passo a passo a votação pela Câmara Municipal das contas de ex-prefeitos que começarão a chegar do TCE neste ano. O povo deverá ficar atento, pois se não aceitamos que nos roubem a carteira com os trocados, não podemos aceitar que nos roubem milhões!.