terça-feira, 29 de março de 2011
12 DIAS DE AUDITORIA
Há mais de doze dias a Prefeitura de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, está sob auditagem dos Tribunais de Contas, que, segundo informações não oficiais, envolveriam recursos estaduais da alçada do TCE e fundos federais, do TCU. As denúncias partiram do ex-secretário de Educação e Cultura do município no primeiro ano do governo do prefeito Ernani Soares, Louasil Lemos da Silva, dentre outros, que narram eventuais irregularidades que estariam sendo praticadas em vários setores da administração pública municipal. Consta, ainda, que novas denúncias, in loco, estariam sendo feitas e de que técnicos da auditoria já se deslocaram para o interior do município objetivando inspecionar escolas. Por sinal, as escolas municipais da zona rural ainda não funcionaram no ano em curso de 2011, causando indignação da população em várias comunidades, já que no último concurso público realizado e infelizmente ainda não concretizado, quase nenhum professor foi aprovado para o interior. Caberia ao prefeito remeter à Câmara pedido para contratações emergenciais por prazo determinado. Nada justifica esse abuso cometido contra as nossas crianças. É lamentável!
UM BOM POLICIAL
Quando o Brasil discute nos últimos dias a conduta de policiais militares em várias unidades da federação, como a prática de tortura e tentativa de assassinato, faço questão de enaltecer um bom policial, falecido no domingo, 27 de março, na cidade de Barra do Corda, região central do Maranhão. Filho de Alto Parnaíba, Arnor Borges de Oliveira ingressou na Polícia Militar maranhense levado por meu pai, Antonio Rocha Filho (Rochinha), nos anos 1960, reformando-se como oficial, após anos dedicado àquela corporação, sempre atuando como pacificador, conciliador, sem, entretanto, perder a fibra e a altivez do policial disciplinado, prudente e determinado. Arnor Borges foi delegado de polícia e comandante do destacamento da PM em Alto Parnaíba na década de 1970 e a história e os fatos dizem de sua honestidade, pois saíu pobre da polícia, e de jamais agir com arbitrariedade, violência, desrespeito. Era um bom policial. Além de policial, Arnor, que foi carpinteiro quando jovem, foi vereador em nosso município, representando a Prata, uma localidade próximo à cidade, e também sua conduta na Câmara foi marcada pela defesa dos interesses de sua comunidade, pela inteligência privilegiada e pela lisura dos atos. Era um bom político. Portanto, o exemplo de um bom policial e de um político correto é gratificante diante de tantos abusos e escândalos.
sábado, 26 de março de 2011
REVITALIZAÇÃO DA HISTÓRIA
Do paredão do rio Parnaíba, na cidade sul maranhense de Alto Parnaíba, uma das paisagens mais bonitas e majestosas do Velho Monge à vista. É a curva mais bonita do maior rio genuinamente nordestino. Infelizmente, na maior parte do ano, praticamente é impossível chegar, pelo paredão que tantas enchentes evitou em mais de quarenta anos, à beira do rio, face ao lixo e ao mato, que teve que ser cortado, poucos dias atrás, de roçadeira.
Assim como a grande maioria das cidades do interior do nordeste, Alto Parnaíba, antiga Victória, nasceu na margem de seu mais importante rio, onde hoje é a despovoada Pontinha, estendedo-se, posteriormente, em volta do primeiro templo da Igreja Católica, a Praça Coronel Antonio Luiz, que homenageia o mais importante líder politico de nossa província, até a foz do Brejo do Rapadura com o Parnaíba.
Participei da criação da associação cultural Luiz Amaral, nome dado ao nosso poeta maior, sob a liderança da professora Carmélia Pacheco, que, de Brasília, trouxe a possibilidade da associação - futura fundação -, conseguir recursos para a aquisição, a princípio, de uma casa das mais velhas na beira rio e sua transformação na sede da entidade, com a instalação de museu, teatro, cinema, enfim, a busca pela revitalização cultural e histórica de nossa terra.
Os projetos foram entregues ao prefeito Ernani do Amaral Soares, que, mesmo descendente dos fundadores do município, até agora não fez o encaminhamento, pois a burocracia exige que o município, por seu gestor, endosse as iniciativas - a prefeirura não entrará com nenhuma centavo e nem terá que prestar contas.
Em meu escritório de advocacia na última semana, Ernani falou de seu interesse em revitalizar a margem do Parnaíba. Voltei a falar do projeto cultural, prometendo-me que iria atender os apelos da sociedade representada na associação. O estimulei a adquirir a casa onde morou o nosso primeiro prefeito, coronel e vice-governador do Maranhão, Antonio Luiz do Amaral Britto, e onde também funcionou a intendência, e hoje é depósito de arroz, para sediar uma fundação cultural, ou mesmo outras casas históricas da praça, como as que moraram Aderson Lustosa do Amaral Britto e o major Hamilton Lustosa de Britto (Mitim). Disse-me que gostava da ideia e que a implantará ainda no decorrer deste ano.
É o início. Espero que o prefeito entenda o verdadeiro sentido do resgate da história e da preservação de seus monumentos, dos benefícios que a cidade terá, pois com a continuação do cais até o Rapadura, o calçamento e iluminação, nada mais belo ou gostoso do que o lazer desfrutando de um dos rios mais belos do Brasil. O calçamento do largo Poeta Luiz Amaral e melhorias na Praça Coronel Antonio Luiz; a reforma nas casas históricas, como no bar Victória; a instalação da Fundação Cultural Luiz Amaral no velho casarão, com atividades que possam pelo menos dimunuir, entre os jovens, o uso indiscriminado de drogas ilegais, tudo isso aliado a um bom comércio e diversões sadias, trará o turista, a prefeitura arrecada, a economia melhora, todos ganham.
Espero que os alto-parnaibanos de nascença e de coração, espalhados pelo Brasil, se engajem nessa luta liderada pela corajosa e ativista professora Carmélia Pacheco, escrevendo, falando, divulgando, enfim, cobrando das autoridades locais, comprovando o seu amor pela terrinha.
Assim como a grande maioria das cidades do interior do nordeste, Alto Parnaíba, antiga Victória, nasceu na margem de seu mais importante rio, onde hoje é a despovoada Pontinha, estendedo-se, posteriormente, em volta do primeiro templo da Igreja Católica, a Praça Coronel Antonio Luiz, que homenageia o mais importante líder politico de nossa província, até a foz do Brejo do Rapadura com o Parnaíba.
Participei da criação da associação cultural Luiz Amaral, nome dado ao nosso poeta maior, sob a liderança da professora Carmélia Pacheco, que, de Brasília, trouxe a possibilidade da associação - futura fundação -, conseguir recursos para a aquisição, a princípio, de uma casa das mais velhas na beira rio e sua transformação na sede da entidade, com a instalação de museu, teatro, cinema, enfim, a busca pela revitalização cultural e histórica de nossa terra.
Os projetos foram entregues ao prefeito Ernani do Amaral Soares, que, mesmo descendente dos fundadores do município, até agora não fez o encaminhamento, pois a burocracia exige que o município, por seu gestor, endosse as iniciativas - a prefeirura não entrará com nenhuma centavo e nem terá que prestar contas.
Em meu escritório de advocacia na última semana, Ernani falou de seu interesse em revitalizar a margem do Parnaíba. Voltei a falar do projeto cultural, prometendo-me que iria atender os apelos da sociedade representada na associação. O estimulei a adquirir a casa onde morou o nosso primeiro prefeito, coronel e vice-governador do Maranhão, Antonio Luiz do Amaral Britto, e onde também funcionou a intendência, e hoje é depósito de arroz, para sediar uma fundação cultural, ou mesmo outras casas históricas da praça, como as que moraram Aderson Lustosa do Amaral Britto e o major Hamilton Lustosa de Britto (Mitim). Disse-me que gostava da ideia e que a implantará ainda no decorrer deste ano.
É o início. Espero que o prefeito entenda o verdadeiro sentido do resgate da história e da preservação de seus monumentos, dos benefícios que a cidade terá, pois com a continuação do cais até o Rapadura, o calçamento e iluminação, nada mais belo ou gostoso do que o lazer desfrutando de um dos rios mais belos do Brasil. O calçamento do largo Poeta Luiz Amaral e melhorias na Praça Coronel Antonio Luiz; a reforma nas casas históricas, como no bar Victória; a instalação da Fundação Cultural Luiz Amaral no velho casarão, com atividades que possam pelo menos dimunuir, entre os jovens, o uso indiscriminado de drogas ilegais, tudo isso aliado a um bom comércio e diversões sadias, trará o turista, a prefeitura arrecada, a economia melhora, todos ganham.
Espero que os alto-parnaibanos de nascença e de coração, espalhados pelo Brasil, se engajem nessa luta liderada pela corajosa e ativista professora Carmélia Pacheco, escrevendo, falando, divulgando, enfim, cobrando das autoridades locais, comprovando o seu amor pela terrinha.
quarta-feira, 23 de março de 2011
EM RESPEITO À HISTÓRIA
Por acaso, tive acesso ontem a um livro de memórias escrito por um ilustre filho de Alto Parnaíba, atualmente octogenário, que prestou efetivamente bons serviços, quando aqui residiu, à nossa comunidade, quer como vereador ou educador, além de atuação em outros ramos da vida da sociedade de então - anos 1950 e 1960. Quero apenas fazer um pequeno reparo, em respeito à história que não pode nem deve ser confundida ou deturpada (talvez em face de lapsos de memória), e em respeito, sobretudo, à memória de meu pai, Antonio Rocha Filho (Rochinha), falecido há quase 21 anos, que, segundo a unanimidade do povo alto-parnaibano, que o cultua mesmo duas décadas após sua partida, foi o maior prefeito de nosso município e suas obras, desafiando os tempos, ainda servem à comunidade. Diz o historiador que meu pai, em seu primeiro mandato de prefeito, teria dito, por carta, a uma liderança do interior do município que, se ele, o narrador vitorioso de si mesmo, tivesse votação significativa naquela região para vereador, o chefe do município abandonaria o distrito. Ora, sem passionalismo e sem ranços do passado, o biográfo da própria e intocável personalidade, foi eleito vereador (pelo que ele próprio proclama) e até os dias atuais, em Curupá, as maiores obras municipais ainda foram deixadas por meu pai, como a velha ponte sobre o rio Parnaíba, que possibilitou há mais de 40 anos a ligação daquela distante região ao restante do Brasil, o colégio, a estrada e pontes nas localidades que formam o distrito. No mais, meu pai, e quem o conheceu pode testemunhar isso, jamais perseguiu ninguém, não era recalcado e nem odiento, vencedor nas duas eleições que disputou em Alto Parnaíba, de bem com a vida e humilde vencedor em todas as atividades abraçadas, respeitador e respeitado até pelos maiores adversários, nos quais não se inclui o ilustre historiador, que não era e nunca foi uma liderança expressiva como o foram Luiz Amaral, Antonio Rocha, José Soares, Lindolfo Lustosa, Raimundo Almeida, João Leitão, Elias Rocha, Aderson Brito, Lourival Lopes, Adolpho Lustosa, João Vargas, Corintho Rocha, Ceir Pacheco, Izidoro Rolim, Eurípedes Coelho, Clóvis Vargas, Carlos Amaral e outros que comandaram a vida política e econômica do nosso município por vários anos. De resto, a história não mente.
AUDITORIA NA PREFEITURA
Desde segunda-feira, 21 de março, técnicos do Tribunal de Contas - consta que seriam dos dois tribunais, o do Estado e o da União -, se encontram no prédio da Prefeitura Municipal de Alto Parnaíba realizando autoria nas contas da municipalidade, referentes ao exercício financeiro de 2009, segundo informações não oficiais, já que a população não sabe exatamente o que está acontecendo e se a ação do TC é rotineira ou em caráter extraordinário.
A presença do Tribunal de Contas causa indagações e surpreende a todos, visto que não se tem notícias de visitas anteriores do órgão de controle externo das contas públicas municipais. Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, clama há muito tempo por uma fiscalização mais rígida e presencial sobre a aplicação do dinheiro público.
A presença do Tribunal de Contas causa indagações e surpreende a todos, visto que não se tem notícias de visitas anteriores do órgão de controle externo das contas públicas municipais. Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, clama há muito tempo por uma fiscalização mais rígida e presencial sobre a aplicação do dinheiro público.
sábado, 19 de março de 2011
EX-PREFEITO CONDENADO PELO TCE
Na versão eletrônica do Diário da Justiça do Maranhão de 16 de março último, à página 10, encontra-se publicado o acórdão nº 3037/2010, extraído dos autos do processo de contas do município de Tasso Fragoso, no sul maranhense, exercício financeiro de 2005, em que o Tribunal de Contas à unanimidade e de acordo com parecer do Ministério Público, julgou irregulares as contas de responsabilidade do ex-prefeito Luciano de Sousa Lopes, que governou aquela comunidade entre 2001 e 2008, aplicando-lhe multas que totalizam R$ 49.500,00, além do gasto irregular de R$ 199.000,00 e do envio de cópias dos autos, após o trânsito em julgado da decisão, ao MP.
Não há informações se o ex-prefeito recorreu da decisão da Corte de Contas.
Não há informações se o ex-prefeito recorreu da decisão da Corte de Contas.
segunda-feira, 14 de março de 2011
HOMICÍDIO
A cidade de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, outrora pacata, também enfrenta a violência verificada em outras cidades brasileiras.
Por volta das 15 horas de sábado, 12 de março, no bairro São José, mais precisamente na avenida Prefeito Antonio Rocha Filho, o jovem Paulo Henrique Rodrigues Guimarães, de 26 anos, assassinou a facadas o vizinho, Mauro Eurismar dos Santos Alves, de 36 anos de idade, provavelmente dentro da casa deste. Socorrido, a vítima feleceu ao dar entrada no hospital São Geraldo.
Pelo que consta, o motivo do homicídio seria vingança, já que Eurismar, que sofreria de problemas mentais, teria agredido um tio de Paulo, quebrando-lhe um braço.
O homicida foi preso em flagrante pela Polícia Militar. É triste, principalmente quando se trata de pessoas conhecidas, de famílias tradicionais do município, vizinhas de porta durante toda uma vida.
Por trás de mais esse ato de violência, estaria o consumo elevado de drogas ilegais, que vem preocupando as autoridades e a sociedade local.
Por volta das 15 horas de sábado, 12 de março, no bairro São José, mais precisamente na avenida Prefeito Antonio Rocha Filho, o jovem Paulo Henrique Rodrigues Guimarães, de 26 anos, assassinou a facadas o vizinho, Mauro Eurismar dos Santos Alves, de 36 anos de idade, provavelmente dentro da casa deste. Socorrido, a vítima feleceu ao dar entrada no hospital São Geraldo.
Pelo que consta, o motivo do homicídio seria vingança, já que Eurismar, que sofreria de problemas mentais, teria agredido um tio de Paulo, quebrando-lhe um braço.
O homicida foi preso em flagrante pela Polícia Militar. É triste, principalmente quando se trata de pessoas conhecidas, de famílias tradicionais do município, vizinhas de porta durante toda uma vida.
Por trás de mais esse ato de violência, estaria o consumo elevado de drogas ilegais, que vem preocupando as autoridades e a sociedade local.
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