sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SERTANEJO SOLIDÁRIO

Mesmo importando - sem querer - algumas mazelas das grandes cidades, como o uso de drogas, nas pequenas cidades dos sertões brasileiros ainda é possível se presenciar a solidariedade humana, que costumo definir como solidariedade-irmã em alusão a quase um conceito definido por um grande humanista, meu amigo Corbeniano de Assis Bastos, filho de Riachão, no sul maranhense, casado com a médica Ana Maria Sarney e há anos radicado em São Luís. Para ele, meu mestre maçom, nós do interior vivemos melhor, mas também sofremos mais, inclusive quando morre alguém, que sequer é nosso parente consanguineo, mas o é pelos laços solidários e fraternos do conhecido, ou seja, nas pequenas comunidades do interior brasileiro, mais precisamente do nordeste, todos conhecem todos, portanto, no final todos sorriem ou choram juntos.

Ontem, no início da tarde, presenciei uma cena digna da solidariedade interiorana. Eu me encontrava com amigos embebecido com as águas majestosas do rio Parnaíba aumentando de volume com as chuvas intensas em suas cabeceiras e de seus afluentes. O vermelho do vermelho lindo tão bem cantado em versos pelo maior poeta da terra, o alto-parnaibano Luiz Amaral, iam crescendo, crescendo e já levando espumas. De repente, meu primo, compadre e grande amigo, Ivan Brito Filho, atualmente dono do mais tradicional bar de Alto Parnaíba, o Bar Victória (com essa grafia mesmo - o c mudo antes do t herdado do primeiro nome de nossa terra), em sucessão ao avô Candim Brito e ao pai, Ivan Brito, nos alerta de que uma mulher teria se jogado no rio, após entrar na canoa como se fosse para Santa Filomena, do lado piauiense.

Ao mesmo tempo em que disse isso, o disposto Ivan, acompanhado pelo não menos solidário e de fácil iniciativa, meu amigo Jean Pereira Rosa, correu pela margem do Velho Monge e nos fundos do quintal da histórica casa que pertenceu a Aderson Lustosa do Amaral Brito, e onde também funcionou por anos um centro espírita kardecista liderado pelo saudoso homem cordial, encontrou a dita senhora agarrada em árvores, com metade do corpo dentro d'água e praticamente desmaiada. A equipe do sargento Josicleber Oliveira tambén chegara rapidamente ali.

O canoeiro não prestou socorro. Com nítida intenção de se suicidar, a senhora, que prefiro não dar o nome, saíu do distante bairro Santo Antonio e escolheu as águas do grande rio para dizer adeus. Este, justo e majestoso, sob o olhar atento de alguém que nasceu e jamais saíu de suas margens, cujas calçadas da casa e do bar são o próprio rio, não permitiu que também aquela ribeirinha do Parnaíba desse cabo da própria vida.

É a prova de que da união do sertanejo parnaibano com o seu rio faz este continuar a viver e a manter a vida de seus semelhantes.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

EMERGÊNCIA

As fortes chuvas que estão caindo sobre o município de Alto Parnaíba, no extremo sul do Maranhão, ao mesmo tempo em que existe a promessa quase concreta de safra de grãos recorde, deixam as estradas, ou carreiros abertos pelos primeiros habitantes e prefeitos, em estado ainda mais caótico, sem qualquer providência ou mero anúncio de medidas emergenciais ou de longo prazo por parte do governo municipal, que se silencia, omite, desconversa.


Ponte sobre o ribeirão São José, região das Figuras. Foto: Fábio Lima.

Na Fazenda Presidência, região do Povoado Angical, nas divisas com o Estado do Tocantins, a comunidade, sob a liderança do agricultor Domingos Lima, se uniu e construíu uma ponte sobre o ribeirão do mesmo nome, que impedia o ir e vir constitucional das pessoas e de bens. No ribeirão São José, na região do Povoado Figuras, a ponte de madeira construída no segundo mandato de meu pai, Antonio Rocha Filho, há 22 anos, está interditada e as pessoas, especialmente os aposentados rurais que se desloncam em carrocerias de caminhão pagando passagens caríssimas para o recebimento de seus benefícios previdenciários na cidade, ficam sob chuva ou sol esperando que as águas baixem para que o carro possa vencê-las e a viagem ter continuidade sob lama, buracos e pedras.

No pequeno trecho de aproximadamente 3 quilômetros entre a cidade e minha casa de residência a estrada municipal que liga ao distrito de Curupá e de lá até o povoado Macacos já sinaliza como deve ser pior o restante dessa via tão importante para uma gente quase esquecida pelo Estado há décadas. Quase não dá para andar nem a pé. Quando a Prefeitura age, as estradas pioram, pois faltam conhecimento, organização, planejamento, vontade política que sobreponham à mediocridade. O cascalho está à margem das estradas em todas as regiões do município e é gratuito. O dinheiro da Prefeitura é sagrado como crédito diário em suas contas, mas não é sagrado no respeito que deveria impor aos seus administradores.

Reparem bem. Estou falando de cascalho e não de asfalto. É o nosso atraso em relação a outros municípios e estados brasileiros. A única estrada asfaltada, a MA-006 entre Alto Parnaíba, Tasso Fragoso e Balsas, causa acidentes quase diários em face de sua precariedade e falta total de conservação e recuperação. É lastimável!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PDT VIGILANTE

O Partido Democrático Trabalhista - PDT -, de Alto parnaíba, continua vigilante e atento ao que acontece em nosso município, sem radicalismos, sem anonimato, sem calúnias, apenas e unicamente defendendo os interesses mais legítimos de seus filiados e de toda a comunidade alto-parnaibana, não compactuando com o crime, com a corrupção, com o atraso e a falta de ética.

Todas as manifestações do PDT são públicas e assinadas. Somente em 2010 foram inúmeras as reivindicações, representações e pleitos diversos encabeçados pelo Partido, sob a presidência do professor Wladimir Brito Rocha, como as promoções junto ao Ministério Público pela realização do concurso público pela Prefeitura; o caos no fornecimento de energia elétrica e mais recentemente, a situação do matadouro municipal, há anos sem médico-veterinário, dentre outros problemas levantados pelo PDT em nome de seus integrantes e na vigilância constitucional de um Partido Político que não se restringe ao período eleitoral e não se vende.

O PDT vai participar das eleições de 2012 com candidato próprio a prefeito, não há dúvidas, conforme decidido em sua última convenção, além de um número significativo de candidatos a vereador.

Entretanto, é preocupante a antecipação da campanha eleitoral, principalmente por sua ilegalidade e pela instabilidade administrativa e de gestão pública vivenciada pelo município de Alto Parnaíba.

É do conhecimento público que alguns (pré)-candidatos já se lançaram e estão em plena campanha para prefeito, gastando rios de dinheiro ( a origem é duvidosa), com carros, festas, patrocínios diversos e todo tipo de promessa. O povo de Alto Parnaíba conhece de sobra essas pessoas e sabem do que são capazes. É preciso cuidado para não continuarmos errando. A corrupção é uma erva maligna que tira o alimento dos mais pobres, torna a educação e a saúde ainda piores, deixa o interior do município sem estradas, sem pontes, sem energia rural, sem água, sem apoio à agricultura, enfim, a corrupção atrasa, impede o desenvolvimento, deixa a cidade feia, com sujeira e buracos em toda a parte. O PDT fará uma campanha no tempo certo, limpa, correta, mas desde já deixa claro que não permitirá a desigualdade no pleito, a corrupção pré-eleitoral e eleitoral. Alto Parnaíba precisa reviver, ressuscitar.

Existe uma obra iniciada, a creche, orçada em um milhão e duzentos mil reais que terá atenção especial do PDT, que continuará vigilante e com um único compromisso: a honestidade com o dinheiro público que é de todos os habitantes de nosso município. É preciso reagir!

Também o nosso Partido acompanhará passo a passo a votação pela Câmara Municipal das contas de ex-prefeitos que começarão a chegar do TCE neste ano. O povo deverá ficar atento, pois se não aceitamos que nos roubem a carteira com os trocados, não podemos aceitar que nos roubem milhões!.


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