domingo, 29 de julho de 2012

DROGAS NO LUGAR DO ESPORTE

Não estou exagerando e nem provocando sensacionalismo. Em parte, o título do artigo reflete a realidade nua e crua vivida no município sul maranhense de Alto Parnaíba nos últimos anos.

A Prefeitura passou crer à opinião pública que a simples criação de uma secretaria de esportes era a comprovação da existência de uma política voltada à prática e ao desenvolvimento de modalidades variadas de esportes no município. Nada disso. Apenas propaganda enganosa e a necessidade de empregar secretário e assessores em acomodações políticas e pessoais.

A quadra de esportes de Alto Parnaíba, a única existente é uma vergonha. Construída na década de 1970,a céu aberto, sem arquibacandas, no meio da praça central, com iluminação precarríssima - quando a luz não é cortada por falta de pagamento -, esse espaço é disputado por poucos desportistas que ainda mantêm a chama do futebol e do volley viva em nossa terra.

O campo de futebol é de areia e o nome "Serra Dourada" é uma afronta ao belo estádio de Goiânia. No início do ano, o atual prefeito, por incrível que pareça candidato à reeleição, anunciou com fogos, carreatas regadas a gasolina de "graça" e discursos inconsistentes, que um novo estádio seria construído, com arquibancadas, gramado, enfim, digno de nossa cidade. Até agora, ficou na pedra ou na lama inaugural. O estádio com essas características é o da vizinha cidade piauiense de Santa Filomena.

E vejam, sem saudosismo piegas, que Alto Parnaíba já teve um excelente futebol amador, desde que o médico Miguel de Lima Verde, nos anos 1920, trouxe uma bola e criou os times do Verde e do Encarnado, que vingaram por mais de trinta anos. Depois, o grande incentivador do esporte preferido dos brasileiros foi o professor e servidor dos Correios e Telégrafos Alberto Tavares, que, além de técnico, preparador físico, diretor e faz tudo no futebol alto-parnaibano, narrava os jogos entre os rivais APEC - Alto Parnaíba Esporte Clube - e MEC - Maranhão Esporte Clube -, do clube de Santa Filomena e de outros da região em um alto falante no estádio Orlando Medeiros, construído e gramado por meu pai, Antonio Rocha Filho, em sua última administração como prefeito em 1968, com a empolgação de um Jorge Cury ou de um Waldir Amaral.

Nos anos 1980 e 1990 outras tentativas foram feitas, com bons resultados, novos times sendo formados, como Union e Cascavel. Hoje, sem estádio, sem quadras esportivas, o nosso esporte não possui organização, calendário regular de competições, motivação para a juventude.

Sem esportes e com a propagação das drogas ilícitas, meu município vive quase uma endemia, onde o consumo de maconha, crack e até cocaína é praticamente público, além do uso de bebida alcóolica por jovens ainda cedo. A polícia vem fazendo, no máximo de sua estrutura local, o que é possível, com prisão de traficantes e apreensão de drogas. Falta o poder público municipal e recursos existem para isso. Falta visão política e vontade de investir em prevenção aos entorpecedentes, e a porta inicial é a prática do esporte. Onde estão as quadras de esporte nas escolas municipais? Em nenhuma. No interior do município? em lugar algum. E na cidade? apenas aquela que me referi no início. Se a criança e o adolescente se interessam pela prática esportiva, são incentivados e começam a exercitá-lo desde o início da vida, esse ensinamento se contropõe à vasta e impune propaganda do uso de drogas ilegais. É real. Falta governo na Prefeitura.


O candidato a vereador Wladimir Brito Rocha, um craque do nosso futebol, há muito tempo vem se preocupando com a situação precária do esporte em Alto Parnaíba, e agora obteve do candidato a prefeito Itamar Vieira, o compromisso de priorizar o esporte e sua organização em um eventual governo. Tomara que as famílias, os jovens e o eleitorado entendam com urgência essa necessidade, antes que as drogas finquem ainda mais seus tentáculos em nossa terra, pois se combate o mal com o bem; a doença com o remédio; a corrupção com a honestidade.  

sábado, 28 de julho de 2012

AGIOTAGEM E DINHEIRO PÚBLICO

Com o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrida em 23 de abril último em São Luís, a prisão do assassino, um frio e cruel pistoleiro, e de prováveis mandantes do crime de encomenda, as investigações policiais levaram a outro crime que está assutando o Maranhão de norte e sul. A agiotagem. Quadrilhas de agiotas agem em vários municípios do estado, emprestam dinheiro a juros exorbitantes, inclusive para prefeitos, e caso o pagamento não é feito a punição vai desde o espancamento físico ou sequestro de membros das famílias dos devedores até o assassinato do devedor, segundo matérias da revista Veja, da última semana, e do jornal O Imparcial, versão eletrônica de hoje. A morte de Décio Sá, que teria noticiado a agiotagem no Maranhão, estaria relacionada com essa triste realidade. O mais grave: na grande maioria, os agiotas recebem a sua elevada paga do contribuinte brasileiro, cujos impostos recolhidos estão servindo para pagar as contas de gestores municipais com a agiotagem em quase todo o estado, segundo a imprensa de São Luís.

O pistoleiro paraense que assassinou o blogueiro maranhense tem 24 anos,  matou a primeira pessoa aos 14 anos de idade e mais 48 depois, disse à Veja que apenas exerce a profissão como qualquer outro profissional comum, recebe a sua paga ou honorários pelo trabalho realizado, é bem recompensado, possui considerável patrimônio auferido com a morte traiçoeira do próximo, não tem remorsos e chega à rezar pela alma de suas vítimas. Promotores de São Paulo, reunidos ontem, defendem, na discussão sobre o novo Código Penal que as penas para os crimes contra a vida, como homicídio e latrocínio, sejam aumentadas. Concordo e vou além: no homicídio praticado por pistoleiro a pena mínima seria de 30 anos e a máxima 50. É o mínimo.

A delegada geral de polícia civil do Maranhão, Cristina Menezes, baixou uma portaria criando nova comissão de delegados para apurar a prática de agiotagem no estado. Os nomes citados foram dos delegados Maymone Barros, Roberto Larrat, Roberto Wagner e Breno Araújo. De acordo com Cristina Menezes, durante o trabalho investigativo do homicídio de Décio Sá ficou claro que o motivo desse crime foi a prática de agiotagem no estado, inclusive pelos mandantes do assassinato, que estão presos.

A delegada geral ainda frisou que alguns gestores públicos talvez tenham utilizado dinheiro público, sejam de cunho municipal, estadual e federal, para o pagamento de agiotas.

Até o momento, a lista com nomes de gestores é enorme, mas "todos serão investigados de forma criteriosa e minuciosa pela comissão de delegados", segundo a delegada, acrescentando que, no momento, os nomes não serão revelados. O inquérito do caso Décio Sá será encaminhado à Justiça na primeira semana de agosto. Talvez agosto seja o mês do gosto, ou seja, com o julgamento histórico do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, é provável que o Brasil comece a repelir a impunidade, cuja certeza da impunidade é a causadora de tantos crimes que assustam e violentam a sociedade a cada minuto. O Brasil ainda convive com a pistolagem, que precisa ser combatida pelo Estado com extremo rigor, com inteligência policial, como crime hediondo intolerável na sociedade moderna.

Subsídio: O Imparcial, versão eletrônica de 28/07/2012.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

EM ALTO PARNAÍBA, VEREADOR DESISTE DE REELEIÇÃO

Ontem, 25 de julho, o vereador Manoel Gomes Alves, o Manoel de Helena, protocolou na Justiça Eleitoral comunicado de sua decisão de não mais concorrer à reeleição à Câmara Municipal de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, nas eleições próximas de outubro.

No exercício do segundo mandato consecutivo e já tendo presidido o legislativo municipal, Manoel de Helena é um político que se firmou como bom de voto e líder incontestável do bairro Santo Antonio.
O vereador vestindo a camisa de Itamar (com ele na foto). Imagem: Débora Coelho
Candidato pelo PSD, que integra a coligação de apoio à reeleição do prefeito Ernani Soares (PSDB), Manoel de Helena se afastou da disputa após divergências com o grupo político ao qual pertencia, mais precisamente com o prefeito e seus filhos. Uma pessoa próxima ao prefeito chegou a postar no Facebook fotografias e frase depreciativa, injuriosa e de cunho preconceituoso contra o ainda aliado, em que aparece como timbre da matéria o slogan do governo local - Governo Unido pelo Povo, o mesmo da coligação. O PSD abriu processo interno para a expulsão do vereador, que, por sua vez, está apoiando a candidatura a prefeito de Itamar Vieira (PSB), da coligação Agora é a Vez do Povo, e promoveu, também ontem, representação para investigação  junto ao Juiz Eleitoral da 11ª zona de Alto Parnaíba, pedindo a apuração e a adoção de medidas judiciais cabíveis em face das agressões sofridas na internet. O caso não está encerrado.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

BONS CANDIDATOS À CÂMARA DE ALTO PARNAÍBA

Assim como na maioria absoluta dos municípios brasileiros, o sul maranhense Alto Parnaíba terá mais de um candidato a prefeito e dezenas de candidatos a vereador.

O PDT, partido por mim presidido em Alto Parnaíba, está coligado ao PSB, PT, PRB e PT do B formando a coligação AGORA É A VEZ DO POVO, apóia Itamar Vieira como candidato a prefeito e Raimundo Nonato Oliveira vice. A nossa preocupação também se estende à composição da Câmara Municipal, essencial ao projeto de retomada de nosso município do atraso, da mesmice, da ineficiência, da mediocridade e da apatia administrativos e sua inserção no desenvolvimento que insiste em chegar ao nosso território com muita vontade de entrar, gerar empregos e divisas e se consolidar.

Para a Câmara de Vereadores faço questão de ressaltar dois nomes - pela experiência, pelo engajamento nas causas e lutas de nossa comunidade, pela independência em suas posições e pelo comprometimento apenas e tão somente com a honestidade e a eficiência na correta aplicação do dinheiro do povo. São dois professores, filhos de Alto Parnaiba, trabalhadores, corajosos a enfrentarem no Parlamento as dificuldades que o próximo prefeito encontrará em 01 de janeiro de 2013 em face da péssima administração que maltrata nossa gente e nossa terra.
foto: José Bonifacio Bezerra

Carmélia Maria Pacheco Lyra, professora aposentada, ativista política e cultural, por anos diretora-geral do Centro Educacional Cenecista de Alto Parnaíba, e escritora. Wladimir Brito Rocha, 43 anos completados ontem, formado em biologia, professor na rede pública e particular, com experiência na administração pública. Ambos nunca exerceram cargos eletivos ou qualquer cargo na Prefeitura alto-parnaibana.

foto: Dhiancarlos

Tenho a convicção de que, eleitos, tanto Carmélia quanto Wladimir saberão honrar o voto recebido do povo e a se comportarem com a independência indispensável ao legislador e ao parlamentar, combatendo as práticas nocivas da política, cobrando ações e bom comportamento e probidade dos gestores públicos, defendendo os interesses de Alto Parnaíba acima de tudo, como causa pétrea. Alto Parnaíba já está de parabéns com os dois na disputa eleitoral.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O VALOR CULTURAL DE UMA RODOVIA

O projeto da BR-235 entre Alto Parnaíba e o Estado do Tocantins deixaria a antiga e tradicional rota através da cidade de Lizarda, cortando vasta região e beneficiando centenas de famílias do município sul maranhense, para favorecer grandes produtores de grãos.

Não sou contra que seja feito um ramal para a área produtora da serra do Medonho e gerais do Balsas. Entretanto, seria um descaso retirar uma esperança acalentada há décadas por centenas de famílias de sertanejos alto-parnaibanos para que a velha estrada do sal seja construída e pavimentada ligando a cidade de Alto Parnaiba à Lizarda, cortando e beneficiando regiões e povoados como Morrinhos e Angical, inúmeras fazendas de criação de gado, além de uma das grandes regiões produtoras de soja de nossos cerrados, da serra da Bacaba. 

À primeira vista pode parecer que essa discussão seja precipatada. Não é. Em face da construção do trecho da mesma rodovia federal 235 entre Gilbués e Santa Filomena-Alto Parnaíba, cujas obras estão se desenvolvendo rapadimente, com término previsto para o final de 2013, não seria lógico e apenas um contra senso a não extensão da estrada até o Tocantins, um dos projetos do corredor norte-sul de exportações de grãos. Sem o trecho para o Tocantins e dali ao centro sul do país, a BR-235 perderia parte de seu sentido.

Estou levando à bancada federal do Maranhão no Congresso Nacional a revindicação de que a rodovia seja construída em cima da estrada do sal, o primeiro caminho terrestre aberto no inicio do século XX e que possibilitou o intercâmbio econômico e social entre o extremo sul maranhense e sul do Piauí com o então norte de Goiás, cuja atividade do comércio do gado e do sal, principalmente, foi consideravelmente produtivo.

No mais, seria desumano não conceder aos moradores que às margens da tradicional estrada do sal se sucedem há mais de cem anos,  o direito ao progresso, uma condição inerente ao homem.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

UM BOM CANDIDATO EM BALSAS

A campanha eleitoral em Balsas, a cidade polo regional do sul maranhense, promete um nível elevado, inclusive com a inexistência de qualquer impugnação eleitoral. Balsas é um dos municípios que mais cresce no Brasil em face, principalmente, do agronegócio.

Dentre os candidatos a prefeito nas eleições próximas destaca-se o advogado Paulo de Tarso Fonseca Filho, balsense e um atuante profissional da advocacia que presidiu por mais de uma vez a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil no sul do estado, dando visibilidade à instituição, corajoso defensor do respeito às prerrogativas do advogado.

Paulinho Fonseca, como é conhecido, é um amigo dileto e um colega correto, sério e ético no exercício da árdua e indispensável atividade advocatícia. No momento em que forças atrasadas do arbítrio, vestidas sob o manto de paladinos da democracia, da legalidade, da moralidade e das causas sociais (ver Demóstenes Torres, onde a semelhança não é mera coincidência) se levantaram contra mim o advogado Paulo Fonseca Filho liderou a reação da OAB, enfrentou pessoalmente os atores da injusta perseguição e fez com que o Estado de direito também vigorasse nesses distantes ricões do nordeste brasileiro, culminando com uma histórica sessão solene da Ordem dos Advogados do Brasil, secional do Maranhão, em São Luís no dia 09 de julho de 2004 em desagravo público a mim, bastante concorrida e com a presença de chefes e representantes dos três poderes estaduais, incluindo o então presidente do Tribunal de Justiça e o representante do Ministério Público maranhense.

Hoje o Paulinho Fonseca é candidato a prefeito de sua terra natal, após mais de sete anos como secretário-chefe de gabinete do prefeito Francisco Coelho, ainda a grande liderança popular da capital do sul do Maranhão. Filho do ex-prefeito de Balsas, Paulo de Tarso Fonseca, hoje octogenário e plenamente lúcido, procurador de Justiça aposentado e ex-promotor de Justiça de Alto Parnaíba, Paulo Fonseca Filho tem no sangue o bom gosto pela política com P maiúsculo, o elevado espírito público aliados ao excelente conhecimento jurídico e do direito, detendo todas as condições pessoais e morais de abraçar e impulsionar com planejamento e eficiência o desenvolvimento que continua a chegar a Balsas com muita força.

É inquestionável a influência de Balsas sobre os demais municípios da região. Se a capital do sul maranhense tiver um bom prefeito é um exemplo aos demais. Tomara que assim seja.    

terça-feira, 17 de julho de 2012

PONTE SOBRE O PARNAÍBA SERÁ CONSTRUÍDA

Como consequência da construção e pavimentação do trecho da BR-235 entre as cidades de Gilbués e Santa Filomena, no sul do Piauí, novos estudos acabam de ser realizados no  Parnaíba, entre Alto Parnaíba, no Maranhão, e Santa Filomena objetivando a construção da ponte sobre o maior rio genuinamente nordestino.
O transporte em canoas continua o mesmo há mais de cem anos. A sujeira na margem maranhense do Parnaíba é o retrato do atual governo de Alto Parnaíba.  Foto: Rafael Rodrigues Brito

Com os novos trabalhos, a obra deverá ser iniciada brevemente, já que o prazo de conclusão da rodovia é 31 de dezembro de 2013. Essa estrada tem importância econômica fundamental para o agronegócio do sul piauiense e maranhense, oeste da Bahia e para o próprio Brasil, permitindo a interligação de uma das regiões mais produtoras do país ao centro sul.

 Estou mantendo contato com a bancada federal do Maranhão no Congresso Nacional para que a rovodia não morra em Santa Filomena e Alto Parnaíba, estendendo-a ao Estado do Tocantins, através de Lizarda n'um trecho de pouco mais de 100 km. Aí, sim, o corredor rodoviário norte-sul será uma realidade, deixando Alto Parnaíba de ser fim de linha para centralizar, com a co-irmã piauiense, o que costumo chamar de grande região do Alto Parnaíba. 
Fotos: Inácia Nogueira - Reprodução Blog Cerrados - José Bonifácio Bezerra - Portal GP1

segunda-feira, 16 de julho de 2012

JUIZ DE ALTO PARNAÍBA TOMA POSSE NO TJMA

Na sexta-feira, 13 de julho, o novo juiz de direito da comarca sul maranhense, José Francisco de Souza Fernandes (na foto  - à direita - ao lado do presidente do TJMA), tomou posse no cargo junto ao presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, em São Luís. O magistrado substitui o juiz Carlos Eduardo de Arruda Mont'Alverne, removido para Paraibano, e foi titularizado em Alto Parnaíba, uma das mais antigas comarcas maranhenses - foi reinstalada em 1944 mas no final do século XIX, quando ainda se chamava Victória do Alto Parnaíba, o mais distante município do Maranhão já possuia juiz de direito próprio. O nosso primeiro juiz foi João Gualberto Torreão da Costa, depois governador do Maranhão no período compreendido entre 11/08/1898 e 01/03/1902.

Segundo relatório entregue ao desembargador Guerreiro Júnior, no período de 16 de março a 26 de junho de 2012, quando atuou como juiz substituto no juizado especial cível e criminal de Bacabal, o juiz José Francisco teve elevada produção, realizando 701 audiências e proferindo 542 sentenças, 163 decisões e 715 despachos. São dados extremamente positivos.

O novo juiz também exerce as funções de juiz eleitoral da 11ª zona do Maranhão, que abrange os municípios de Alto Parnaíba e Tasso Fragoso, exatamente no sempre delicado processo eleitoral municipal, já iniciado.

O magistrado Souza Fernandes despachará no novo e moderno fórum da comarca, denominado de desembargador Aluizio Ribeiro da Silva, que em 30 dias estará funcionando.    

Fonte: site TJMA

domingo, 15 de julho de 2012

A POMBINHA CONTINUA VOANDO

Estou lendo agora que no show da banda tocantinense Balagandaya, realizado no último 13 de julho na cidade sul maranhense de Alto Parnaíba, uma música tradicional do primeiro município banhado pelas águas do rio Parnaíba no Maranhão foi interpetada pelo vocalista com o acompanhamento em massa da plateia. Trata-se de uma antiga cantiga de roda que animava as festas e rezas de outrora, principalmente no meio rural, com versos simples, que animam e emocionam. É a "Pombinha Avoou", cujo autor é a comunidade que a mantém viva, saindo dos batuques em tambor nas noites claredas pela lamparina aos instrumentos musicais eletrônicos de hoje.

O compositor desconhecido coloca todo o seu amor nos poucos versos - A Pombinha avoou e eu também quero avoar. É a pombinha pelo chão, é a Pombinha pelo ar... -, exalta e clama pela liberdade, eterniza na pomba a alegria, o gosto pela vida. A cantiga louva o Divino Espírito Santo e até o Santo Antonio, rezados e festejados por muitas famílias de Alto Parnaíba no decorrer dos tempos. Nos anos 1980 essa música popular voltou às rodas sociais através de meu primo Ben-Hur Rocha Filho, morto em 2001, um divulgador encantado da cantiga de amor e devoção do sertão. O cantor Didide Moraes e a banda local Canto da Terra, enquanto executam a Pombinha os foliões acompanham com dança e gestos, levando o corpo ao chão e se levantando na mesma agilidade da pomba.

Em um município que deixou perder muitas de suas tradições e costumes, uma cantiga do povo continua a manter viva e em evidência parte de nosso passado. O vocalista Marquinhos (Marcos Vinícius), da festejada banda Balagandaya, é um alto-parnaibano neto de meu tio Carmona Rocha, já falecido, que foi um apaixonado pela arte da música com sua bela e inconfundível voz destilhando os versos e a rima fácil e gostosa da pomba que avooa, vai ao chão e sobe aos céus. O cantor fez uma emocionante homenagem a Luizinha Pereira, a Luizinha Rufo, hoje com 87 anos de idade, uma exímia dançarina ao ritmo da melodia.     

 Foto: Reprodução Blog Folha Mistura Total de Raildson Rocha

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O LIVRO DE UM POVO E DE UMA CIDADE

Recebi do escritor Lindolpho do Amaral Almeida  exemplar da nova edição da obra Meu Livro, do poeta, jornalista, cronista e professor Luiz Amaral, que comemora o centenário desse invulgar vitoriense alto-parnaibano morto em 22 de maio de 1989.

Sob a coordenação de Lindolpho e com a colaboração dos jornalistas Carlyle Madruga e Berilo Vargas, dentre outros, o livro conta a vida, a história, a cultura, as personagens, a existência da então Vitória do Alto Parnaíba, onde o seu autor nasceu em 08 de feveiro de 1912, mais precisamente na Fazenda Praia, hoje município de Tasso Fragoso, no extremo sul do Maranhão.

Luiz Amaral era um poeta extraordinário, cujo dom para a escrita fácil, ágil, direta e comovente pode e deve ser comparada aos grandes poetas brasileiros. Foi e é um grande poeta.

O leitor - alto-parnaibano ou não - se identifica rapidamente com cada escrito de Luiz Amaral e encontra a resistência do poeta aos grilhões da escravidão, o seu amor incontido ao rio Parnaíba, a sua paixão pelos campos, árvores, bichos, enfim, pela natureza de um sertão então esquecido, porém ameno, sublime, fruto da bondade de Deus.

A nova edição é mais detalhada, facilitando ao seu leitor, ainda não familiarizado com a obra, uma melhor identificação sobre cada passagem de uma vasta produção literária. Luiz Amaral, entretanto, jamais programou um livro; ele surgiu dos arquivos do poeta, já idoso e próximo à morte, selecionados por Tereza Dalva Amaral.


  
A obra brevemente será lançada na mais meridional cidade maranhense, cantada e reverenciada pelo encantado Luiz Amaral.          

segunda-feira, 9 de julho de 2012

EM ALTO PARNAÍBA A ÚNICA OBRA É INACABADA

A única obra de relevo na atual administração pública do município de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, não dá sinais de quando será concluída. Trata-se de uma unidade escolar creche proinfância, fruto de um convênio da Prefeitura com o Governo Federal (Ministério da Educação) no valor global de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). A metade dessa quantia foi liberada ao prefeito no início. A empresa responsável é a Gonçalves Engenharia & Consultoria de Obras Terraplanegem Ltda. A vigência da obra seria de dez meses, de 25 de janeiro de 2011 a 25 de novembro de 2011.
O atraso na conclusão da creche é de quase oito meses. Entretanto, o atual prefeito se mantém mudo e não se sabe sobre providências por parte do Ministério da Educação. A verdade é única: o recurso federal foi liberado à Prefeitura mas a obra pública não foi concluída e ainda falta muito para que isso ocorra.

E o pior: o atual prefeito ainda quer mais um mandato...
Fotos: Cândido Brito

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A MORTE DA MATRIARCA DE UMA GRANDE FAMÍLIA

A família Gama e Reis celebrou nesta quinta feira (05), o sétimo dia de falecimento de Anastazilia Gama de Araújo, mais conhecida como “Totô”.

As duas famílias pertencem à região do Curupá e Castelo, localizado a pouco mais de 100 km ao sul da cidade de Alto Parnaíba - MA. Anastazilia é da família Gama e foi casada com Minelvino Maurício dos Reis, conhecido como “Preto”, também falecido. As famílias eram trabalhadoras e repassaram para seus demais parentes esta mesma garra de lutar sempre e desistir jamais.

Anastazilia Gama de Araújo faleceu aos 93 anos de idade, no último dia 27 de junho de 2012, por volta das 20h00, na cidade de Alto Parnaíba, com problemas respiratórios. A mesma deixou oito filhos e vários netos e bisnetos.
Ainda conheci o esposo da falecida, conhecido por Preto Maurício, amigo e compadre de meu pai, Antonio Rocha Filho. A família Gama, através do patriarca Pedro Gama, desbravou a então região da Fazenda Angico, hoje distrito de Curupá. Pedro Gama era um sertanejo de poucas letras, entretanto deixou um vasto patrimônio em terras para seus herdeiros, advindos do árduo trabalho rural. Muitos de seus descedentes continuam a morar na região do distrito de Curupá. 

Dentre os filhos de dona Totô, destaco Onite, Luiza e Minelvino. O nosso pesar e a nossa amizade. 

Reprodução do blog Folha Mistura Total, de Raildson Rocha.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

20 ANOS DEPOIS, SANTA FILOMENA CONTINUA SEM PROMOTOR

Irei me ater apenas ao período em que milito como advogado na comarca sul piauiense de Santa Filomena, à margem do rio Parnaíba, de março de 1992 até os dias atuais.

Em todo esse lapso temporal, infelizmente não conheci qualquer Promotor de Justiça de fato residindo e trabalhando na comarca de Santa Filomena, uma das mais antigas do Piauí. Poucos foram os promotores titulares. No momento, não tenho informações de qual o representante do Ministério Público piauiense está respondendo por Santa Filomena. É a ausência do Estado.

Pedido de liberdade provisória de acusado preso há quase um ano, sem ser condenado ou o processo sequer instruído, caduca na prateleira da secretaria judicial aguardando um promotor, autoridade essencial a qualquer comunidade brasileira. As eleições se aproximam também em Santa Filomena, e pelo que consta não há promotor eleitoral na cidade, mesmo com os candidatos já escolhidos pelos partidos políticos. Um simples pedido de retificação de profissão - comum às mulheres lavradoras - precisam do parecer ministerial, assim como dezenas de outras demandas judiciais e de cunho administrativo, além da insegurança coletiva e do periogo à ordem legal que representam a ausência física do promotor de Justiça.  É a omissão quase perpétua do Estado.

Há mais de dois anos, a Câmara Municipal de Santa Filomena ofereceu representação ao Conselho Nacional do Ministério Público, clamando pela nomeação, pelo Ministério Público do Estado do Piauí, de promotor de Justiça para a comarca de Santa Filomena, não como alguém que eventualmente venha à comarca e, cansado, pouco ou quase nada possa produzir, mas um titular que a comarca e o povo merecem. Até agora, se alguma medida foi tomada não surtiu efeitos concretos. O silêncio do Estado para com Santa Filomena faz eco além Piauí.

O Tribunal de Justiça construiu um moderno fórum na comarca filomenense e mantém juiz de direito na cidade, enquanto a Procuradoria-Geral de Justiça do Piauí nem ao mesmo nomeia um promotor para o município sul piauiense, um dos grandes produtores de grãos a arrecar impostos para os cofres do Estado. Urge uma solução imediata, ou seja, que o Estado cumpra com sua obrigação e com ou sem concurso nomei, nem que seja em caráter provisório, um promotor de Justiça a trabalhar e residir em Santa Filomena, que também é Brasil. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

ALTO PARNAÍBA TEM NOVO JUIZ

Desde a semana passada o juiz de direito da comarca de Alto Parnaíba, no sul maranhense, é o Dr. José Francisco de Souza Fernandes, nomeado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, em substituição ao magistrado Carlos Eduardo de Arruda Mont'Alverne, removido para a comarca de Paraibano, que, em poucos meses à frente da mais distante comarca do Maranhão desenvolveu um trabalho sério, eficiente, primando pela agilidade na conduta dos feitos judiciais e na cordialidade pessoal no atendimento a qualquer cidadão (o Dr. Carlos Eduardo não foi picado pela praga do juizite), além de ter deixado seu nome inscrito em nossa história ao inaugurar, cono juiz da comarca, o fórum desembargador Aluizio Ribeiro da Silva, inferlizmente ainda não funcionando.

O novo juiz de Alto Parnaíba era  substituto na região de Bacabal e foi titularizado no município onde começa o Maranhão.   

segunda-feira, 2 de julho de 2012

DEFINIDOS OS CANDIDATOS


Em Alto Parnaíba e Santa Filomena, no sul maranhense e piauiense, também os candidatos a prefeito foram definidos pelos Partidos Políticos, objetivando as eleições próximas de outubro.

No mais meridional município do Maranhão a disputa se concentra nos três principais candidatos, o agricultor Itamar Nunes Vieira (PSB), que lidera uma forte coligação com cinco partidos, o atual prefeito Ernani Soares (PSDB), desgastado junto à opinião pública em face do governo aquém do admissível, e a ex-primeira-dama Jacione Nunes Santos (PPS), substituta do marido, o ex-prefeito Ranieri Avelino Soares, inelegível em razão da desaprovação de prestações de contas como ordenador de despesas do minicípio de Alto Parnaíba. Em quatro anos de mandato, todas as contas anuais do ex-prefeito foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Marahão. 

Em Santa Filomena uma tradição política volta à cena e ao imaginário popular. O prefeito Esdras Avelino Filho (PTB) e o ex-prefeito Almérico Lustosa de Alencar (PMDB) se enfrentarão nas urnas e repetirão um confronto que coloca de lados opostos, desde os anos 1950, as famílias Avelino e Alencar.

Com o silêncio sagrado e revolucionário do voto, o eleitor.

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