sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

VEJA PRECONCEITO

Sou assinante da revista Veja há muito tempo. Reconheço a sua importância para o restabelecimento da democracia no Brasil e a sua atuação investigativa nos grandes escândalos que assolaram o país nas últimas décadas. De uns tempos para cá, entretanto, talvez movida pelas vitórias de Lula que significam derrotas para a elite paulistana, da qual Veja é defensora intransigente, a maior revista de circulação nacional passou a ter um comportamento direcionado contra tudo que é do nordeste, inclusive seus homens públicos.

Na sua penúltima edição, a revista dos Civitas se levantou grosseiramente contra o deputado Pedro Novais, do Maranhão, escolhido ministro do Turismo no governo da presidente Dilma Rousseff. Quais as razões, não sei. Se o deputado cometeu alguma irregularidade, que a revista deuncie e os órgãos responsáveis apurem. Até o fato de Novais ser octagenário é tratado, não com o devido respeito, mas de forma debochada, aliada a idade a outro escárnio, o fato de o deputado maranhense possuir baixa estatura, que é uma questão (com certeza, feliz) física e não moral.

Para os menos entendidos e que acreditam em tudo que Veja publica, é necessário esclarecer que o deputado Pedro Novais, na Câmara dos Deputados desde 1983, foi secretário de Fazenda em dois governos do Maranhão e contra o mesmo jamais pairou qualquer dúvida sobre sua conduta moral, pessoal, política, ética. Um advogado com excelente formação em economia, Novais é um técnico respeitado e capaz. Discreto, sua honestidade pode ser comprovada por longos anos como membro da comissão mista de orçamento do Congresso Nacional, reconduzido seguidamente, sem qualquer nódulo a manchar-lhe a reputação ilibada.

O texto de Veja é preconceituoso e não tendo elementos para incriminar o deputado maranhense e na defesa de interesses escusos do turismo brasileiro, não denuncia, ataca impiedosamente; não esclarece, se posiciona contra os velhos, nordestinos, baixinhos. Enfim, a revista da rica família judia-norte americana mergulha num jornalismo de desunião e de não de integração.

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