quarta-feira, 23 de março de 2011

EM RESPEITO À HISTÓRIA

Na primeira gestão de meu pai, Alto Parnaíba consolidou uma grande fase administrativa. Durante visita do então Governador José Sarney a obras em nossa cidade, na segunda metade da década de 1960, vemos, da esq p/dir: Albérico Ferreira (tio de Sarney e seu ajudante de ordem); coronel Eurípedes Bezerra (fardado - chefe da casa militar); futuro Governador Luiz Rocha; meu pai, Antonio Rocha Filho (Rochinha); Aderson Brito (discursando); Corintho Rocha; José Sarney e Gonzaga Lopes, dentre outros. Foto: arquivo pessoal do historiador Lindolpho Almeida.
Por acaso, tive acesso ontem a um livro de memórias escrito por um ilustre filho de Alto Parnaíba, atualmente octogenário, que prestou efetivamente bons serviços, quando aqui residiu, à nossa comunidade, quer como vereador ou educador, além de atuação em outros ramos da vida da sociedade de então - anos 1950 e 1960. Quero apenas fazer um pequeno reparo, em respeito à história que não pode nem deve ser confundida ou deturpada (talvez em face de lapsos de memória), e em respeito, sobretudo, à memória de meu pai, Antonio Rocha Filho (Rochinha), falecido há quase 21 anos, que, segundo a unanimidade do povo alto-parnaibano, que o cultua mesmo duas décadas após sua partida, foi o maior prefeito de nosso município e suas obras, desafiando os tempos, ainda servem à comunidade. Diz o historiador que meu pai, em seu primeiro mandato de prefeito, teria dito, por carta, a uma liderança do interior do município que, se ele, o narrador vitorioso de si mesmo, tivesse votação significativa naquela região para vereador, o chefe do município abandonaria o distrito. Ora, sem passionalismo e sem ranços do passado, o biográfo da própria e intocável personalidade, foi eleito vereador (pelo que ele próprio proclama) e até os dias atuais, em Curupá, as maiores obras municipais ainda foram deixadas por meu pai, como a velha ponte sobre o rio Parnaíba, que possibilitou há mais de 40 anos a ligação daquela distante região ao restante do Brasil, o colégio, a estrada e pontes nas localidades que formam o distrito. No mais, meu pai, e quem o conheceu pode testemunhar isso, jamais perseguiu ninguém, não era recalcado e nem odiento, vencedor nas duas eleições que disputou em Alto Parnaíba, de bem com a vida e humilde vencedor em todas as atividades abraçadas, respeitador e respeitado até pelos maiores adversários, nos quais não se inclui o ilustre historiador, que não era e nunca foi uma liderança expressiva como o foram Luiz Amaral, Antonio Rocha, José Soares, Lindolfo Lustosa, Raimundo Almeida, João Leitão, Elias Rocha, Aderson Brito, Lourival Lopes, Adolpho Lustosa, João Vargas, Corintho Rocha, Ceir Pacheco, Izidoro Rolim, Eurípedes Coelho, Clóvis Vargas, Carlos Amaral e outros que comandaram a vida política e econômica do nosso município por vários anos. De resto, a história não mente.

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