quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CHUVAS, ESTRAGOS E GOVERNOS

A tragédia que se abate sobre a região serrana do estado do Rio de Janeiro e que já atinge outros estados do sudeste, abriu um debate, inclusive pela imprensa internacional, sobre a incapacidade ou a falta de vontade política dos governos de prevenção contra o que é natural, principalmente pela simples razão de que as chuvas possuem calendário certo e definido.

Ontem a minha cidade natal, Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, teve a chuva mais forte do período, parecendo prenúncio de outras tempestades, deixando estragos com casas destelhadas, árvores caídas, estradas em estado ainda pior, ruas, avenidas e praças com mais lixo, lama, barro, deixando na cidade a impressão de maltrato, que já existia em parte.

O mais grave é que em meu município não existe defesa civil e se criado formalmente, existe apenas neste aspecto. As autoridades municipais quando dizem algo é sempre com a mesma desculpa vazia de que não existe dinheiro, o que contraria o presenciado todos os dias pela população (não em serviços ou obras públicas), ou simplesmente, o que é mais cômodo para os fracos e dissimulados, jogam a culpa em outrem.

E o pior. Aqui não tem mídia e a capital é distante.

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