segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PREFEITURA ATRASA SALÁRIOS

Mesmo recebendo religiosamente os recursos municipais, a Prefeitura de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, está em atraso com o pagamento do mês de dezembro de 2011 da grande maioria de seus servidores, com exceção dos professores.

Na saúde, que possui recurso federal específico, assim como os demais funcionários das secretarias de educação, de obras, de administração e de todas os setores da administração do executivo os servidores passaram o natal e entraram no ano novo sem um único centavo pelo labor desempenhado. É um desrespeito e uma desumanidade.

Pouco se ouve falar de governantes atrasando os salários dos funcionários públicos no Brasil. É coisa do passado e de político sem comprometimento com a coisa pública, com os servidores que ajudam a manter o município funcionando, com a dignidade alheia. O dinheiro existe e ninguém vai conseguir provar o contrário. Cabe ao prefeito Ernani Soares, com a máxima urgência, descer de um pedestal que somente ele e seus áulicos conseguem vislumbrar, encarar a realidade, pedir desculpas aos servidores e pagar-lhes o que deve.

Funcionários públicos concursados e estáveis são trabalhadores e não escravos; possuem compromissos a serem cumpridos e não têm acesso a dinheiro fácil. Para resumir: os servidores públicos não são agiotas e se fossem já teriam recebido o seu dinheiro, pois andariam armados, armariam barraco, escandalizariam, invadiriam a prefeitura e a casa do alcaide e ameaçariam a este e sua família. Nunca o meu município foi tão mal administrado. Felizmente, é o último ano de um triste governo.

Foto do prefeito Ernani Soares: Carlos Biá - reprodução BPI.

A MORTE DE ROQUE FIGUEREDO

Morreu na semana passada, em Balsas/MA, um dos mais tradicionais agrimensores do sul do Maranhão e sul do Piauí, que por décadas, no passado, desempenhou essa dificil missão de medidor de terras, quando ainda sequer se imaginava o GPS, subindo e descendo serras, atravessando rios e áreas de lagamar, enfrentando matas para fincar postes, cujo trabalho jamais foi contestado.

Roque Figueredo faleceu aos 90 anos de idade, deixando de seu primeiro casamento com Felizalvina Rodrigues (Capucha), os filhos Safira Figueredo, juíza federal; Telma; Salmerina; Joana; Evilana e Jean. Já falecido Roque Figueredo Filho, quando exercia o cargo de vereador em Alto Parnaíba, no sul maranhense. Todos alto-parnaibanos. Safira é a primeira filha de Alto Parnaíba magistrada.

Radicado por anos na região do povoado Serra Branca, após o segundo casamento Roque deixou Alto Parnaíba e passou a viver em Balsas, onde veio a falecer. O nosso pesar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

CORRUPTOS E AGIOTAS NA MIRA DA PF

Uma operação da Polícia Federal está sendo deflagrada em todo o Maranhão objetivando identificar, prender e processar deputados, prefeitos e agiotas envolvidos na utilização do dinheiro público para coibir a prática da agiotagem, que não possui respaldo legal.

É público e notório que existe município maranhense onde a maioria dos recursos públicos municipais, a cada decênio, é utilizado para pagar juros exorbitantes a agiotas em face de dinheiro tomado emprestado por prefeito e família. Basta conferir na porta da Prefeitura do lugar nos dias 10, 20 e 30 de cada mês ou na casa do alcaide. É uma afronta sem limites à dignidade de toda uma população, vítima maior desse descalabro imoral e ilegal.

Quando os cheques, emitidos das contas da aludida Prefeitura para pagar a agotagem que varia entre 10 a 30% de juros dependendo do estado de euforia desesperada dos governantes familiares de plantão, não possuem provisão de fundos, os agiotas, sem receio algum, alardeiam, ou seja, mostram esses mesmos cheques para a pobre população do pequeno e abandonado município maranhense. Basta a PF conferir sem qualquer dificuldade, pois essa confusão entre o dinheiro público e a agiotam particular é pública e notória, passando a integrar, ante a impunidade, o próprio anedotário político e popular do massacrado município. Existem agiotas que ficaram ricos em três anos e para comprovar, uma simples fiscalização da Receita Federal.

Que a Polícia Federal não considere as distâncias geográficas e estenda efetivamente essa bendita operação a todo o Maranhão, a começar do sul.

Fontes: blog Cerrados, de José Bonifácio Bezerra, no GP1, e blog do Luís Cardoso.

sábado, 7 de janeiro de 2012

ESTRADAS INTRAFEGÁVEIS

O inverno está sendo moderado, sem exageros, mas mesmo assim o estado das estradas municipais de Alto Parnaíba, no sul maranhense, pioram a cada estação.

No governo do prefeito Ernani do Amaral Soares a situação é calamitosa. Ao mesmo tempo em que o programa Luz Para Todos, do governo federal, dá sinais concretos de sua expansão no município, colocando os postes no decorrer da estrada Alto Parnaíba a Lizarda/TO - que beneficiará dezenas de famílias sertanejas, pequenos, médios e grandes produtores (da serra da Bacaba) -, a Prefeitura cruza os braços, omite-se, deixa de cumprir com seus deveres, não importando que exista dinheiro para a recuperação das estradas. Nada foi deito; nada está sendo feito. O dinheiro, por dedução lógica ante a falta completa de obras, deve está nas contas do município.

Na estrada que liga a cidade ao distrito de Curupá, apenas um ônibus transporta passageiros, especialmente os aposentados rurais, percorrendo em quase 24 horas pouco mais de 100 km. As pontes anunciam tragédias. A partir da Fazenda São José, de Kléber Formiga Rocha, buracos, lama, mato, crateras tomam conta da velha vicinal. Enquanto isso, o alcaide vive viajando, não é encontrado na Prefeitura e o pouco expediente que dá, talvez em caráter privado, é na usina de arroz que mantém no chamado Casarão, o mais importante prédio histórico de Alto Parnaíba, casa construída e de morada de nosso primeiro prefeito, coronel Antonio Luiz do Amaral Britto, e sede da Intendência e depois Prefeitura por anos, com vista privilegiada do rio Parnaíba.

Nas outras estradas a situação é a mesma ou ainda pior. Nenhuma equipe da Prefeitura trabalha na recuperação mínima ou rotineira das vias, nem das ruas da cidade. Se o governo do Maranhão é ausente, cuja sede está localizada há mais de 1 mil quilômetros de distância, a administração municipal também o é, sem desculpa de distância geográfica. Queiram ou não os aproveitores de plantão, mas vivemos e vivenciamos o pior prefeito de Alto Parnaíba em todos os tempos. Na urna, a resposta será dada. Quem viver verá!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CRISE NO MATADOURO

Além de todos os problemas já menconados nesta página - falta de veterinário, de higienização mínima, de administração condizente, de funcionamento sanitário adequado, de local propício -, o matadouro público municipal de Alto Parnaíba, no sul do Maranhão, está vivenciando uma nova crise desde ontem, 04.01, a partir de um decreto do prefeito Ernani do Amaral Soares, que, de comum acordo com os açougueiros, regularizou a matança de gado bovino e sua distribuição nos açougues, sob o controle da Prefeitura, apenas no turno vespertino. Por décadas, a carne era repassada à população ainda nas madrugadas.

Pequena parte dos açougueiros voltou atrás no apoio à decisão do prefeito e decidiu abater suas reses fora do matadouro, em local clandestino, com certeza em lugar ainda menos adequado, sem o controle mínimo da Prefeitura.

Segundo o açogueiro Orlando Carvalho da Silva a vigilância sanitária já foi comunicada do fato. A chefe do órgão, Maria Gardênia Brito Bastos, em companhia de policiais, teria notificado pessoalmente os açougueiros que não estão cumprindo a determinação do prefeito Ernani Soares, alertando-os para que não comercializassem a carne clandestina e nem voltassem a cometer o mesmo erro - que foi comprovado -, entretanto, segundo consta, a vigilância também não foi obedecida.

Como o assunto é de interesse da saúde pública e, portanto, da população como um todo, vamos aguardar o posicionamento da vigilância sanitária, inclusive quanto ao próprio matadouro público municipal, e do Ministério Público do Estado do Maranhão, através do Promotor de Justiça de Alto Parnaíba, em razão do TAC - Termo de Ajustamento de Conduta - firmado com o prefeito Ernani Soares objetivando as reformas e adaptações necessárias, higiênicas, sanitárias e de controle veterinário no dito matadouro, não ter sido cumprido pela autoridade local, vencido o prazo desde outubro de 2011.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

NÃO HÁ MÉDICO NA REDE PÚBLICA

No município de Alto Parnaíba, onde nasce o grande rio Parnaíba maranhense, a única médica mantida pela Prefeitura Municipal está merecidamente em férias e nenhum outro profissional foi contratado para substitui-la. Se apenas um médico é muito pouco, imaginem um município com mais de onze mil quilômetros quadrados de dimensão, distante dos grandes centros urbanos e com aproximadamente 20 mil habitantes sem sequer um único operador da medicina pago pela rede pública municipal. É o máximo do abandono.

O governo do Maranhão, por sua vez, não possui médicos ou enfermeiros em Alto Parnaíba. Isso perdura há anos. Quanto à Prefeitura, basta lembrar ao atual prefeito que nos anos 1920 o mais importante líder político da história de nosso município, de quem Ernani do Amaral Soares também é descendente, o coronel e ex-prefeito Antonio Luiz do Amaral Britto trouxe em vapor pelas águas do rio Parnaíba e aqui manteve o primeiro médico residente em nossa cidade, o cearense Miguel de Lima Verde, por sinal um respeitado clínico e cientista de sua época, depois prefeito da cidade do Crato, no Ceará. Nos anos seguintes, Alto Parnaíba nunca ficou sem médico. É inexplicável que em pleno século XXI, com estrada, internet, telefone, energia elétrica, água potável, excepcional desenvolvimento econômico, recursos mensais específicos para a saúde pública, o mais meridional município maranhense venha a padecer de um problema antes não existente.

A Prefeitura oferece muito pouco em saúde pública. O convênio do SUS é com um hospital particular. O hospital público é uma mostra de quanto dinheiro já foi gasto nos últimos anos sem que a sua reforma consiga chegar ao final, não passando de um ambulatório. Com raras exceções, nos últimos governos os secretários municipais de saúde não foram escolhidos por critério técnico mínimo, mas por conveniência do prefeito de plantão. Agora, sem médico, como se a doença esperasse e tendo em vista o alto preço das consultas e pequenas cirurgias nas clínicas particulares para a maioria da população, é o cúmulo da irresponsabilidade administrativa e falta total de sensabilidade e humanidade dos governantes.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

O ano que se inicia é político-eleitoral. Todos os municípios brasileiros irão às urnas em 07 de outubro em uma eleição específica municipal. Em jogo, os interesses de cada lugar do Brasil.

Em Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense, não será diferente quanto à data do pleito. Entretanto, o calendário eleitoral, que somente é oficial em 2012, teve início bem antes. Se realmente o chamado Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral aqui foi criado, seria salutar que voltasse, pois nos últimos dez anos se agravou o desrespeito à legislação eleitoral e a princípios básicos de uma eleição democrática, como a isonomia ou igualdade de condições entre todos os aspirantes e candidatos a prefeito.

Se o Supremo Tribunal Federal julgar constitucional a Lei da Ficha Limpa, Alto Parnaíba e seu povo ganharão com a decisão, pois bargados da politigaem e da compra de votos, useiros e vezeiros no uso indiscriminado e impune do dinheiro público ao seu bel prazer, ficariam fora da disputa. Não é preciso nominá-los; o próprio povo sabe quem é sujo no jogo político.

Alto Parnaíba, por incrível que pareça, precisa apenas de um bom prefeito para a consolidação de seu desenvolvimento econômico e social. Milhares de hectares de terras propícias à agropecuária e, consequentemente, ao agronegócio, indústrias, comércio, empresas, emprego. O que falta, então? Estradas. Os carreiros existentes foram abertos há mais de 25 anos e pouco conservados. No atual governo local, sequer a mínima manutenção. A pavimentação da BR-235 entre Gilbués e Santa Filomena e, portanto, Alto Parnaíba, é inevitável pela grandeza da agricultura da região. A sua continuidade para Lizarda, no Tocantins, é consequência natural e intransferível. Urge, todovia, que o município de Alto Parnaíba cuide das estradas vicinais, de sua responsabilidade, inclusive daquelas que possibilitará a implantação do turismo em grande escala, como a que liga a cidade ao distrito de Curupá e deste às nascentes do rio Parnaíba.

As obras são necessárias, com o respeito máximo ao meio ambiente. Não podemos nem devemos aceitar a condição de povo obrigado ao mínimo em tudo - saúde, educação, lazer, estradas, transportes, assistência social, dignidade humana. Para tanto, apenas uma arma, o voto, que, sem sangue, destrói os corruptos, aposentada os incapazes e ineficientes, liquida a mentira política, aborta os aproveitadores da miséria e do mínimo oferecido pelo poder público municipal aos outros mortais, desarticula as famílias organizadas sob o manto e a ideia de que o dinheiro da Prefeitura é e sempre será delas.

Sem demagogia e sem a condenável máxima de que agora é a vez de fulano ou beltrano, agora é a vez do retorno do trabalho, da honradez, da eficiência, do fim da impunidade e da corrupção, sem medo, sem amarras a agiotas, sem nepotismo, sem desvio de um único centavo do dinheiro do povo de Alto Parnaíba em um futuro governo transparente, sério, sem dentes à mostra mas com respeito à população. Que 2012 seja o restabelecimento da vergonha dos homens públicos e o recomeço para um município naturalmente próspero e com potencial invejável. Que assim seja. Feliz 2012!