quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UM COMEÇO FEIO







Um dos mais tradicionais festejos religiosos (que abrange todos os credos) da região sul maranhense é o de Nossa Senhora das Vitórias no município de Alto Parnaíba, inciado quando da fundação do lugar em 1866, por anos realizada a festividade em frente ao primeiro templo da Igreja Católica na margem do rio Parnaíba, onde a cidade teve início.
O festejo começará oficialmente no próximo dia 30 de agosto, terça-feira, e se prolongará por dez dias até 08 de setembro, dia consagrado à padroeira de Alto Parnaíba.



Entretanto, dois barracos já foram construídos na praça matriz, a coronel Adolpho Lustosa, a principal da cidade, em torno da Igreja de Nossa Senhora das Vitórias. A comunidade, católicos ou não, sempre exigiu das autoridades municipais uma boa organização dos festejos, principalmente quanto à construção dos tradicionais botequins com cobertura de palha de piaçava e cercados de talos de buriti, além da limpeza permanente.



As imagens do Lindolfo Brito Rocha mostram da falta de fiscalização, organização, planejamento da Prefeitura Municipal, o que é inaceitável. Os barracos - se é que podem ser tratados assim -, fogem por completo ao tradicional botequim, a sujeira em torno mostra a falta de limpeza pública na praça, a estrutura dos barracos que funcionarão como bares é de péssima qualidade e extremo mal gosto, fugindo por completo à própria história cultural dos festejos de Vitória.




É a nossa principal festividade popular, com a vinda de filhos da terra que deixam exatamente para esse período o seu retorno ao torrão natal, de descendentes dos mesmos já nascidos em outras cidades, de turistas de cidades vizinhas e de vários recantos do Brasil encantados com a organização dos festejos que reinou por décadas, as comidas típicas oferecidas nos botequins, como galinha ao molho pardo, a maria-isabel, a paçoca, o chambari, o churrasco trazido pelos sulistas, enfim, se os barracos não forem adaptados a botequins na forma tradicional ou retirados, o cenário do secular festejo será feio, o que não ocorreu nas cidades próximas de Santa Filomena, no Piauí, e Tasso Fragoso, no Maranhão, cujas Prefeituras aprimoram a cada ano a organização de seus festejos. Fica o alerta. Ainda é tempo do governo municipal coibir tais abusos e impor limites, ou será que mais uma vez a sociedade alto-parnaibana terá que apelar ao Promotor de Justiça, ao Juiz e até ao Papa? Haja paciência!

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