quinta-feira, 7 de julho de 2011

ESTRADA ABANDONADA

Ontem percorri o trecho de 96 km entre as cidades de Alto Parnaíba e Tasso Fragoso, no extremo sul do Maranhão, a MA-006, inaugurada há 11 anos, no governo de Roseana Sarney.

A deterioração da rodovia estadual se acentua a cada dia, com buracos e mais buracos, falta de acostamento, a vegetação tomando conta de seu leito, em nítido e inquestionável abandono.

Não tenho notícia de nenhum deputado estadual ou federal maranhense, votado nos dois últimos, se levantando e cobrando do governo do Estado a imediata recuperação da única via de acesso ainda viável da mais distante região maranhense.

Também não é admissível em qualquer hipótese a omissão do governo municipal de Alto Parnaíba, já que esse trecho da estrada é interesse exclusivo nosso, mesmo sendo o nosso município um dos maiores arrecadores de tributos para o atrasado Maranhão.

Sei que a estrada é estadual e é essa a desculpa costumeira, que perde razão quando os prejuízos atingem diretamente a população do município de Alto Parnaíba, cuja responsabilidade de gestão pública é, a priori, da Prefeitura. Quando assumiu a chefia do município no início de 1983, em seu segundo mandato, meu pai, Antonio Rocha Filho, o Rochinha, de imediato mandou construir e reconstruir as pontes de madeira sobre os rios Medonho, Pedra Furada e Pureza, este na divisa com Tasso Fragoso, na mesma rodovia estadual, na época cascalhada, que deixavam Alto Parnaíba quase totalmente isolado do restante do estado e do país. Depois cobrou a conta do governo maranhense, justificando adequadamente ao Tribunal de Contas e à Câmara Municipal, que compreenderam de plano que aqueles gastos, mesmo em obra de outro ente federado, não foram desviados para fins ilícitos, mas investidos em prol do município e de seu povo.

Chegou a hora da Prefeitura de Alto Parnaíba acordar e mandar tapar os buracos, pelo menos até a divisa com Tasso Fragoso. É bem melhor e totalmente legal, comprar cimento com o dinheiro público para usá-lo em bem público essencial à comunidade, do que desviar a sua finalidade e, com o dinheiro público, enriquecer o particular n'uma confusão intolerável e cínica entre o público, o privado e o familiar.

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