terça-feira, 5 de julho de 2011

UM POLÍTICO SÉRIO

No Brasil, parece até brincadeira o título acima. Mas, como em tudo, há exceção e uma dessas poucas exceções na vida pública recebeu as últimas homenagens, antes de ter o corpo cremado, ontem em sua terra natal, Minas Gerais.

Com pouco tempo de governo e assumindo a chefia da nação em momento delicado com a queda do primeiro presidente da República eleito pelo voto popular após mais de duas décadas de jejum democrático imposto pela ditadura militar de 1964, Itamar Franco conseguiu dar estabilidade econômica e política ao país, com a implantação de um plano simples, o real, e da segurança com que conduziu o governo, impondo, com o exemplo pessoal, que era proibido roubar.

Não houve milagres. Apenas e simplesmente, um até então pouco conhecido político de Minas Gerais, ensinou ao Brasil que governar não era tão difícil, mostrando que o simples fato de não roubar ou permitir que se roubem o dinheiro público, era o remédio que faltava para que nosso país encontrasse o caminho do equilíbrio e do desenvolvimento econômico.

No governo do presidente Itamar Franco não existiram escândalos. No atual, da presidente Dilma Rousseff, em quem votei, o do momento é o do malfadado ministério dos Transportes e Dilma, mesmo sendo firme precisa e deve seguir o exemplo de seu conterrâneo de Minas, mandando para casa e para a polícia o ministro, chefe da pasta e responsável direto ou indireto pela bandalheira com o dinheiro do povo brasileiro, enquanto as estradas não saem das promessas, deixando ricas regiões brasileira, como o Alto Parnaíba maranhense e piauiense, praticamente no isolamento perpétuo.

Que o exemplo de Itamar também seja seguido no embrião do Estado brasileiro. Nos pequenos municípios a corrupção é escancarada, o dinheiro público é publicamente pilhado e partilhado por quadrilhas familiares, pelos amigos de quem sempre no momento no poder e pela mais afrontosa agiotagem, com juros e capital pagos pelo erário, enquanto a saúde pouco oferece, a educação é de péssima qualidade, as estradas são carreiros de rally, o esporte substituído pela orgia, a cultura tratada como coisa de idiota, a produção sem incentivo, o emprego honesto sem apoio.

É uma pena a morte de Itamar, cuja voz se fazia respeitar no Senado de agora, quando o Brasil ainda precisava muito de sua coragem, altivez e honestidade.

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