sábado, 31 de outubro de 2009

ESTAMOS SEM LUZ

Não é novidade o título dessa matéria. É o cotidiano. É o comum, infelizmente.

Para variar, desde o início da tarde de ontem a energia elétrica que abastece Alto Parnaíba e Santa Filomena, dois municípios separados (ou unidos) pelas águas do rio Parnaíba, entrou mais uma vez em pane, o que ocorre desde a instalação da rede de transmissão no final da década de 1980. Neste ano, com o inverno mais cedo, o problema se agravou. Horas e dias sem que a essencial energia chegue aos lares, ao comércio, às empresas, às propriedades rurais, ao serviço público. Para quem vive essa situação, é uma tragédia, e o pior: a CEMAR e a CEPISA, as duas empresas prestadoras desse serviço público no Maranhão e Piauí, nada dizem, se utilizando do silêncio debochado como resposta a milhares de pessoas nas duas localidades.

Não gosto de ter o sentimento da impotência: mas confesso que esse estado lastimável que entrava o desenvolvimento, propicia o mau humor, amplia o calor, atinge impiedosamente até os hospitais, cala as comunicações (o telefone logo é atingido), me deixa sem saber ao certo o que fazer, pois, pelo menos em Alto Parnaíba, o escritório da companhia de enegia não funciona ou não existe; não temos delegado de polícia, promotor de Justiça e juiz de Direito; não existe delegacia do procon, enfim, o Estado aqui é totalmente inexistente, a não ser para receber impostos.

O posto de saúde municipal e o hospital conveniado pelo SUS, que é particular, não possuem gerador próprio; faltando luz, como ontem e hoje, é apenas rezar e acreditar em milagres, se o doente precisar de uma pequena cirurgia ou mesmo se tiver que ser internado, pois o calor é insuportável. As autoridades se calam, simplesmente. Nada fazem.

Uma boa notícia será a realização de uma audiência pública no final do mês para debater a questão do fornecimento da energia elétrica em Alto Parnaíba, por iniciativa do meu irmão, o vereador Elias Elton (PDT), com o apoio dos demais vereadores. É a primeira promoção, do gênero, por parte de um dos poderes do município, pois é interesse exclusivamente do mesmo município, que sofre a falta constante do produto. Serão convidados representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL; da CEMAR - Companhia Energética do Maranhão; o prefeito do município; o promotor de Justiça que responde pela comarca e a advogada do cidadão (defensora pública municipal), e segundo Elias, a Câmara utilizará de todos os meios de comunicações disponíveis na cidade e no interior para conclamar a presença do povo na dita audiência. Resta apenas esperar.

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