terça-feira, 13 de outubro de 2009

UM PROBLEMA CRÔNICO

Em meados de 1970, a energia elétrica produzida nas águas do Parnaíba finalmente chegou a Santa Filomena, no Piauí, e a Alto Parnaíba, do lado maranhense, exatamente as duas primeiras cidades banhadas pelo maior rio genuinamente nordestino.

A rede de transmissão, entre Gilbués e Santa Filomena, no início, foi construída com postes de madeira, substituídos alguns anos depois pelos de cimento, permanecendo, entretanto, os mesmos problemas verificados desde a instalação, ou seja, a falta constante da luz.

O blogueiro e vereador José Bonifácio Bezerra, em sua coluna cerrados no portal de notícias GP1, publicou extensa e correta matéria na manhã de hoje, onde relata o drama de mais de 43 horas em que as duas cidades ficaram no escuro, a partir da última sexta-feira. As companhias de energia dos dois estados, demonstram há quase 30 anos o mesmo desprezo por nós de Alto Parnaíba e de Santa Filomena, como se não fossêmos gente, seres humanos e brasileiros, protegidos pela mesma pela Constituição da República, que, quando algum mandamento é violado nas grandes cidades, o mundo vem abaixo.

Patrocino uma ação movida por 53 consumidores de Santa Filomena, no juízo daquela comarca, contra a CEPISA - Companhia Energética do Piauí -, em que o juiz de direito Aderson Antônio Brito Nogueira, concedeu liminar impondo multas e determinando medidas emergenciais a serem tomadas pela concessionária do serviço público, como a recuperação, a reparação e vistorias permanentes na linha problemática, a Gilbués/Santa Filomena. A CEPISA desconheceu a decisão judicial. Os mesmos problemas se repetem. O anúncio de qualquer chuva alegra o produtor e já suaviza o forte calor, mas, infelizmente, diz que a luz vai embora.

Os prejuízos são incalcuáveis e as empresas nada dizem; se mantêm mudas e irresponsáveis ao extremo. As faturas são altas e o corte atinge impiedosamente e em afronta à Constituição, todos os usuários. É uma situação vexatória. Como advogado, sinto na pele os efeitos dessa gritante humilhação, pois tudo pára e tudo atrasa. Parece que não integramos o Brasil de primeira classe, como gosta de dizer o Presidente Lula.

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