domingo, 25 de setembro de 2011

POUCOS MÉDICOS

Com a aprovação do projeto de lei que regulamenta a emenda 29, à Constituição Federal, na semana passada pela Câmara dos Deputados, com a fixação da participação financeira da União, Estados e Municípios nas despesas com a saúde pública, o aumento dos recursos e um maior controle sobre a sua aplicação e administração, já é um passo importante na busca de uma solução mais longa para a área mais vital de qualquer nação. Falta agora a palavra final do Senado da República.

No município de Alto Parnaíba, o primeiro banhado pelas águas maranhenses do rio Parnaíba, temos apenas quatro médicos clinicando, dos quais apenas um da rede pública municipal. Existem uma clínica particular, cujo profissional divide seu precioso tempo com o vizinho município piauiense de Santa Filomena, um hospital particular conveniado ao SUS, com apenas dois médicos e um pedaço do hospital público municipal, com apenas um profissional, no caso uma médica com nacionalidade cubana, que está se multiplicando para cobrir o atendimento, pela Prefeitura, das pessoas que não podem pagar uma consulta médica - a maioria.

Na zona rural de um município extenso, não existe um único ambulatório, muito menos posto de saúde e ao contrário de Santa Filomena, onde a Prefeitura disponibiliza a ida pessoal de um médico e de odontólogo a determinadas regiões do interior, como do distrito de Matas, do lado de cá do Velho Monge quem precisa de uma simples consulta é obrigado a enfrentar, quando não a pé ou em lombo de burro, carrocerias de caminhões transformadas em transporte de gente, com passagens caríssimas e estradas que não merecem esse termo, e ainda deparar com imensas filas para o atendimento pela única médica da Prefeitura.

Também grave o fato de inexistir médico plantonista, ou seja, em caso de urgência é preciso bater às portas da casa de residência do profissional e obter a orientação, por telefone, deste ao técnico em enfermagem que fica de plantão. Isso quando a gravidade do estado de saúde da pessoa já não se encontra no divisor com a morte. É lamentável, mas é a realidade. Na minha terra, distante 1.080 km de São Luís, o governo estadual não mantém um único médico, enfermeiro, odontólogo ou posto de saúde, n'um permanente desprezo que causa indignação. Urgem medidas do Ministério Público estadual e federal.

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