terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ALTO CONSUMO DE CRACK NO SUL DO MARANHÃO

A reportagem É pior do que parece, de autoria de Giuliana Bergamo e Kalleo Coura, publicada na revista Veja, edição 2252, de 18 de janeiro de 2012, p. 66 a 69, traz dados ainda mais preocupantes sobre o consumo do crack também nas pequenas cidades brasileiras.
Em as Cracolândias do Brasil, a matéria jornalística com base em dados coletados em 4.430 municípios do Brasil revela que 91% das cidades do país sofrem com o flagelo do crack, mesmo nas regiões mais remotas.
Em um gráfico que aponta o nível de consumo do craque em todos os estados brasileiros, dividido por reuniões, o sul do Maranhão, onde se localiza o município de Alto Parnaíba, está identificado com a cor vermelha, ou seja, o consumo é considerado alto, superando todos os demais níveis.
Segundo a reportagem, tamanha capacidade de penetração do crack em todo o Brasil deve-se ao seu preço baixo (R$ 5 a pedra) e à forma com que ele atua no organismo. Fumada, a pedra deprende um vapor com alta concentração de cloridrato de cocaína, o princípio ativo da droga. Essa substância libera no cérebro a dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Com o crack, a descarga de dopamina no cérebro é duas vezes mais potente do que a causada pela cocacína aspirada. "Ele provoca tamanho caos na química cerebral que, depois de algumas semanas, o usuário está viciado. Ele busca a sensação que experimentou na primeira vez em que utilizou a droga e que nunca mais se repete, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quase todos os dependentes acabam desenvolvendo transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, e têm os sistemas respiratório e cardiovascular comprometidos. Em cinco anos, um terço deles morre.
Infelizmente, em Alto Parnaíba o consumo de crack já foi comprovado pela própria polícia ao prender em flagrante um pequeno traficante no bairro Santo Antonio. Ele permanece preso, agora por decreto preventivo da Justiça. É óbvio que sem o traficante local deixa de existir o consumo em grande escala. A participação da sociedade e das famílias é imprescindível para que o nosso município possa dá o exemplo e varrer de seu território essa droga malígna que dizima jovens, espernança, futuro, gerações e famílias. Não importa quem seja o suspeito de tráfico ou o ponto de consumo: denuncie à polícia e a cidadania estará sendo exercida, ao mesmo tempo em que o denunciante poderá estar defendendo seu próprio lar.
Com vasto território e divisas com outros três estados da federação, Piauí, Tocantins e Bahia, e com os municípios de Tasso Fragoso e Balsas, no próprio Maranhão, a falta de estrutura da polícia, a ausência de um delegado de polícia civil morando na cidade, o pouco contigente policial, viaturas e comunicações insuficientes deixam a população de Alto Parnaíba com a sensação de que quase nada pode ser feito a curto espaço de tempo. Mesmo assim, o apoio à polícia é mais do que necessário. Nas escolas, que o assunto seja discutido, debatido com os alunos, assim como na Câmara Municipal, nas entidades religiosas e da sociedade civil e na Prefeitura com programas emergenciais, buscando a parceria com os governos federal e do estado, especialmente neste momento em que a presidente Dilma Rousseff declarou guerra ao crack.

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