quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COM MAIS DE UM SÉCULO, MORRE TERTO RODRIGUES

Na última sexta-feira, 20 de janeiro, prestes a completar 102 anos de vida, morreu na cidade tocantinense de Lizarda Tertuliano Rodrigues da Silva, o seu Terto, pai de dez filhos - alguns já mortos -, netos, bisnetos e trinetos.

Nascido no município de Alto Parnaíba em 27 de abril de 1910, Terto construíu um respeitável patrimônio em fazendas e centenas de cabeças de gado curraleiro. No decorrer da longa vida, esse patrimônio diminuiu, entretanto, amparou e ajudou aos seus descendentes na conquista da independência econômico-financeira.

Há pouco mais de um ano me encontrei pela última vez com seu Terto. Lúcido, o que perdurou até a morte, preocupado com o destino de seus bens e da família após seu previsível falecimento, ele mantinha o porto altivo do sertanejo vencedor, espécie de coronel de sua região, com voz firme e porte físico que o distinguia.

Casado duas vezes, de pouca leitura, Terto ganhou a vida e o patrimônio com o suor do próprio rosto em uma época quase remota, sem nenhuma das facilidades do chamado mundo civilizado.

Até recentemente permanecia em sua fazenda predileta, Campo Alegre, até passar a viver sob os cuidados do filho João Rodrigues da Silva, o Pingo, em Lizarda, a 120 km de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense. Seu Terto foi sepultado na Fazenda Anajá, em sua terra natal, que lhe pertenceu e o sétimo dia será na manhã de sexta-feira, 27 próximo no cemitério onde se encontram seus restos mortais. Foi um dos construtores de Alto Parnaíba.

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