sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ATENTADO À CRENÇA E À HISTÓRIA DE ALTO PARNAÍBA

Somente hoje tomei conhecimento do ato criminoso - não de simples vandalismo - praticado contra a imagem de Nossa Senhora das Vitórias, recentemente colocada ao lado do templo principal da Igreja Católica na cidade sul maranhense de Alto Parnaíba, mais precisamente na Praça Coronel Adolpho Lustosa, na madrugada de ontem, 19 de janeiro. Não trata-se apenas de um ataque a uma imagem que, para os cristãos católicos, simboliza a mãe de Jesus Cristo. Na realidade, é um acinte à própria história de povoação, desbravamento, luta, fundação e emancipação política e institucional do município de Alto Parnaíba, processo iniciado em 19 de maio de 1886, e que se confunde, portanto, com nossa história, nossa cultura, nossas origens. A ofensa não atinge apenas os católicos ou os cristãos em geral. É contra a humanidade, o bom senso, a lei, o direito à fé, o patrimônio histórico, religioso e cultural e o patrimônio público, já que a imagem em questão foi construída com recursos públicos municipais na gestão do ex-prefeito Ranieri Avelino Soares, pré-candidato declarado a um novo mandato em 2012, e colocada em cima de imundos banheiros erguidos após a desnecessária e demente demolição de um belo prédio também construído pela Prefeitura Municipal, quando prefeito Antonio Rocha Filho, onde por anos funcionou o fórum da comarca.
Há poucos dias, a Prefeitura, de forma correta, retirou a imagem de onde se encontrava indevidamente e a colocou ao lado da Igreja matriz. Agora, o crime, o desrespeito, a sensação de impunidade, a violência injustificável, covarde e fruto da mesma demência tantas vezes demonstrada em devaneios megalomaníacos. Não sei se a Paróquia da Igreja Católica ou a Prefeitura de Alto Parnaíba comunicaram o atentado à polícia. Se não o fizeram, é lamentável e pode ensejar outros atos igualmente criminosos ou ainda mais violentos.
Com certeza, a ofensa, o atentado, o crime atingem a todos os alto-parnaibanos de hoje, do passado e do futuro, bem como a todos que aqui habitam ou que por cá passaram, independentemente da cor religiosa, das crenças, dos credos. Não é apenas um ato herege, de cunho religioso, friso. É uma atitude com outras intenções e ingredientes, que exigem iminente apuração. Como advogado e cidadão estou remetendo cópia deste artigo ao Ministério Público do Estado do Maranhão, por via de seu Promotor de Justiça na comarca de Alto Parnaíba para as apurações e punições a cargo da Justiça dos homens, bem como à Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Maranhão, para seu acompanhamento. A Justiça de Deus, por sua vez, é absoluta, não precisa de representação.

Subsídios do blog Folha Mistura Total, de Raildson Rocha. Fotos: Dhiancarlos Pacheco.

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