sexta-feira, 4 de novembro de 2011

EM ALTO PARNAÍBA, A AVENIDA VIROU UM RIO

Na tarde de 01 de novembro, uma chuva forte, porém não uma tormenta, de poucos minutos transformou ruas e avenidas da cidade sul maranhense de Alto Parnaíba em rios. Não estou exagerando. Na avenida principal, a Rio Parnaíba, que dá acesso da margem do Velho Monge, onde a cidade nasceu, à rodovia estadual para Balsas, o grande volume de água fez lembrar o maior rio exclusivamente do nordeste. Um agravante: as águas carregadas pelas chuvas transportam mais lixo, entulho, lama do que o próprio Parnaíba, que também sofre maus tratos em razão do homem.O rio da avenida passa levando tudo, traz água de esgotos e rompe fossas, calçamento e asfalto, invade casas, assusta as pessoas. O rio da avenida é fruto da não conservação das galerias e boeiros que impossibilitam o trajeto natual das águas; é o lixo, o mato e a lama acumulados há meses, desafiando os cidadãos que pagam impostos e a própria hiegene da cidade, que nunca foi tão mal cuidada. O rio da avenida leva feses e urinas de ratos e outros bichos transmissores de inúmeras doenças aos seres humanos. O rio da avenida deixa a cidade fedorenta como se exalasse o próprio odor insuportável da corrupção e da impunidade.






Em frente à Prefeitura Municipal.


Prefiro o rio de verdade, o Parnaíba com suas águas vermelha no inverno, em razão do afluente Uruçuí Vermelho, do lado piauiense, cujo nome diz tudo. É o vermelho vermelho do vermelho lindo, conforme imortalizou o nosso poeta Luiz Amaral em seu insuperável Bilhete ao Parnaíba. O que não diria o poeta se estivesse entre nós e presenciasse o quanto sua amada Victória está sendo maltratada? Com certeza e da autoridade moral inatacável, levantaria a voz e a escrita e faria com que as pedras clamassem.


Fotos: Rafael Brito Rodrigues


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