quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FALTA DELEGADO NO MUNICÍPIO

Um dos delegados de polícia de Balsas responde ao mesmo tempo pela delegacia de polícia civil do município de Alto Parnaíba, a 246 km de distância. É humanamente impossível que ele consiga desempenhar ao mesmo tempo essas atribuições em lugares diferentes. É o velho Maranhão de tantas mazales e políticas governamentais equivocadas, agora imitado pelo vizinho Piauí, não menos maltratado, nessa questão. Em Santa Filomena, o delegado é o mesmo de Corrente, cujo famoso carreiro para Gilbués dispensa comentários, aumentando a distância no minimo no dobro do normal. Em Alto Parnaíba, no sul maranhense, até os flagrantes, boletins e termos circunstanciados de ocorrências teriam que ser remetidos a Balsas para o processamento final pela autoridade policial. Os inquéritos da mesma forma. A polícia militar prende, mas, sem a autuação do flagrante, que é o processo legal, tem que soltar. Com isso, matar o próximo ficou mais fácil, ante a sensação de impunidade que reina no muncípio, e qualquer um pode facilmente constatar esse fato notório. Traficar drogas ilegais e propagar o seu uso por crianças e adolescentes, o que tornou-se indiscriminado em minha terra natal, da mesma forma. E assim por diante.

O governo do Maranhão nada diz ou se sente blindado. Uma liminar concedida pelo ex-juiz de direito da comarca de Alto Farnaíba, Franklin Silva Brandão Júnior, atendendo a pleito do Ministério Público estadual nos autos de uma ação civil pública, que obrigava a Secretaria de Segurança Pública a nomear delegado de carreira para o nosso município foi revogada pelo Tribunal de Justiça. É um abuso - todos sabemos - que tende a se perpetuar.



Foto: Rafael Rocha

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