domingo, 27 de novembro de 2011

EU NÃO ME VENDO. EU NÃO ME ENTREGO.

Quando criei esse espaço, a minha intenção era, como continua a ser a de divulgar com fatos e dados as notícias, os acontecimentos, a história, o presente e as perspectivas de futuro da terra onde nasci, vivo e trabalho, o município sul maranhense de Alto Parnaíba. Permaneço como d'antes!

Envolvido no movimento estudantil desde o antigo ginásio, quando o Brasil ainda estava mergulhado na escuridão da ditadura militar de 1964, e depois na universidade, confesso que continuo com a mesma convicção - o maior mal do país é a corrupção e a sensação de impunidade dos corruptos.

Nesse aspecto não mudei. Engordei e os cabelos estão embranquecendo, mas a resistência de adolescente à ditadura é a mesma contra o desvio do dinheiro público, que atrasa um povo, infelicita uma comunidade, maltrata a humanidade como criação de Deus, pavimenta o incentivo a outros crimes, gera o caos, desestabiliza a economia local e o desenvolvimento social.

Nunca exerci cargo eletivo ou mesmo de confiança na administração pública. Perdi uma eleição para prefeito, em 2000, em Alto Parnaíba. Era a vontade soberana do povo. Na época, combati a compra de votos, a esmola com o dinheiro público corrompendo a consciência de pessoas desprovidas de recursos financeiros mínimos para a própria sobrevivência. Fui a praticamente todo o município e alertei o povo sobre o perigo de permanecermos votando e ao mesmo tempo reféns de um populismo chulo, barato, desinteligente, que privilegiava, como privilegiou meia-dúzia de apaniguados e não promoveu nenhuma mudança positiva na vida dos alto-parnaibanos e na administração pública. O movimento de 1988 é o grande causador da sensação de impunidade dos corruptos e da busca da riqueza fácil com o dinheiro da população de Alto Parnaíba, como se tudo isso fosse a coisa mais natural do mundo.

Não sou santo. Sou um ser humano de carne e osso e, portanto, com defeitos, fraquezas, virtudes e resistência. Entretanto, aos navegantes de maré baixa, viciados em cargos fictícios e dinheiro público, que muitas vezes mudam apenas a pele e aos ingratos de plantão, a única certeza: nenhum laço consaguineo ou de amizade me fará calar ou concordar por ação ou omissão com a corrupção e seus atores. Permaneço como sempre, resistente e na trincheira contra os mal feitos, os abusos, a impunidade, os maus tratos impostos impiedosamente à minha terra e sua gente.

Àqueles que fingem me desconhecer, a única certeza é a de que esses dias já são breves e tudo passará enquanto permanecerei como d'antes com o pensamento, os atos e as ações voltados para o combate sem trégua à corrupção, que desvia o dinheiro da merenda escolar, violena o direito consagrado à saúde, à educação, à moradia, aos transportes, à cidade limpa, ao saneamento, ao urbanismo, à assistência social, ao esporte como lazer, à cultura, ao emprego, ao agronegócio que emprega e propicia divisas e o bem coletivo.

Enfim, sem hipocrisia, sem sorriso forçado e sem medo, felizmente sou o mesmo de antes contra as mazelas que retardam o desenvolvimento de minha terra natal.

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