quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

UM CRIME BRUTAL IMPUNE E NO ESQUECIMENTO

Há 25 anos aproximadamente a cidade de Alto Parnaíba, no extremo sul maranhense e a 1.080 km de São Luís, amanheceu surpreendida com um homicídio torpe, fútil e traiçoeiro cometido por um elemento conhecido por Zé da Loto, que mantinha um bar na praça central, a coronel Adolpho Lustosa, e era esposo de uma funcionária do Banco da Amazônia, agência local.

A vítima, uma adolescente de apenas 14 anos de idade, neta de um conhecido sertanejo de nossa comunidade, Areolino Alves Nunes, irmão do ex-vereador Erotides Alves Nunes (Tubém), ambos falecidos. Bonita e cobiçada por muitos homens, a adolescente despertou uma paixão sem limites no Zé da Loto, que gozava de prestígio na sociedade alto-parnaibana, mas que não é razão a justificar a mostruosidade, frieza, premeditação e brutalidade do ato criminoso. Um dos tiros de pistola, a queima roupa, foi direcionado e atingiu a vagina da garota com físico de mulher adulta.

Réu confesso, Zé da Loto ficou preso por pouco tempo, e logo obteve liberdade concedida, se não me engano e a memória não me trai, pelo então juiz de direito da comarca, Antonio Carlos de Souza, posteriormente aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça em razão de conduta não compatível com a magistratura. Foragido, o assassino não compareceu aos atos do processo, que se encontra na prateleira aguardando a captura do homicida.

O tempo é o senhor da razão, já dizia o poeta, e também da não razoabilidade em casos semelhantes, caindo o crime no esquecimento popular e dormindo o processo e o réu em berços mais do que esplêndidos. Ainda é tempo de Zé da Loto pagar por seu bárbaro crime.

Um comentário:

  1. Esse menina citada na matéria era minha prima.Era neta de Areolino Alves. Meu Pai também já falecido: Sebastião Alves Nunes.
    Espero que justiça seja feita mesmo que demore muito.

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